Mais de 75 milhões de brasileiros estão com contas em atraso

Mais de 75 milhões de brasileiros estão com contas em atraso, segundo o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), com dados do SPC Brasil. Em setembro de 2026, o país registrou 75,05 milhões de inadimplentes, número que equivale a 44,67% da população adulta.

Na passagem de agosto para setembro, a quantidade de devedores cresceu 2,07%. A variação anual observada em setembro ficou acima da registrada no mês anterior.

Com a proximidade do fim do ano, o educador financeiro da Sicredi Serrana, Creiciano Paiva, afirma que ainda é possível organizar as finanças. Segundo ele, o primeiro passo é conhecer a própria realidade financeira, registrando receitas e despesas para tomar decisões mais conscientes.

Mais de 75 milhões de brasileiros estão com contas em atraso
Creiciano Paiva, educador financeiro da Sicredi Serrana

“Organizar a vida financeira não significa deixar de aproveitar o fim de ano, mas entender quanto se pode gastar sem comprometer o orçamento. Quando a pessoa conhece sua renda, identifica todas as suas despesas, qual percentual da sua renda está comprometido em dívidas e define suas prioridades, consegue fazer escolhas melhores e evita começar o ano com mais dívidas que poderiam ter sido previstas”, orienta Creiciano.

Presentes, confraternizações, viagens e ceia de Natal entram no orçamento nos próximos meses. Em janeiro, chegam despesas como IPVA (imposto sobre veículos), IPTU (imposto sobre imóveis), matrícula e material escolar. Sem planejamento, a combinação pode comprometer a renda e levar ao endividamento.

No próximo mês, também acontece a Black Friday, e é preciso atenção para não gastar mais do que o planejado e acabar inadimplente, ou seja, com contas em atraso. Em alguns momentos, as pessoas tendem a escolher uma recompensa imediata e esquecer do “eu” do futuro, deixando de pensar nas consequências depois que passa a euforia das compras.

Uma das primeiras medidas é listar as despesas fixas, como aluguel, alimentação e contas domésticas, além dos gastos extras previstos até janeiro. Com esse levantamento, fica mais fácil estabelecer limites para compras, confraternizações e viagens, evitando parcelamentos que comprometam o orçamento futuro.

O 13º salário também merece atenção. Em vez de destinar todo o valor ao consumo, a recomendação é avaliar se existem dívidas pendentes, despesas, ou necessidade de reforçar uma reserva financeira. A prioridade depende da situação de cada família, mas decidir antecipadamente como usar o recurso ajuda a evitar gastos por impulso

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