O custo da cesta de itens essenciais voltou a subir em Vitória e passou a pesar ainda mais no orçamento das famílias. Levantamento divulgado pelo Procon Vitória mostra que a cesta de produtos de primeira necessidade passou de R$ 723,55 em junho para R$ 739,55 em julho, registrando alta de 2,21%.
Entre os alimentos que pressionaram o índice estão o arroz, que interrompeu a sequência de quedas observada nos últimos meses, além da carne bovina e do filé de peito de frango, que também ficaram mais caros.
Segundo a pesquisa, com o salário mínimo de R$ 1.621 em vigor em 2026, a cesta de itens de primeira necessidade já compromete 45,62% da renda mensal do trabalhador. No caso da cesta básica, formada por 13 produtos considerados essenciais, o comprometimento chega a 45,03%.
“O levantamento oferece informações confiáveis para que a população possa planejar melhor suas compras e economizar. Em um cenário de oscilações nos preços, especialmente dos alimentos, a comparação entre os estabelecimentos se torna essencial para preservar o orçamento das famílias”, afirmou o secretário municipal de Cidadania, Direitos Humanos e Trabalho, Luciano Forrechi.
Arroz e carnes voltam a subir
Depois de sucessivas reduções de preço, o arroz voltou a registrar aumento em julho, passando de R$ 15,35 para R$ 15,80.
A pesquisa também apontou alta de 2,87% no preço da carne bovina e de 2,17% no filé de peito de frango, produtos que figuram entre os principais itens da alimentação das famílias.
Diferença de preços entre supermercados passa de 200%
Além da alta dos alimentos, o levantamento identificou grandes diferenças de preços para um mesmo produto entre os supermercados pesquisados.
A banana-prata apresentou a maior variação, de 234,11%, sendo encontrada por valores entre R$ 2,99 e R$ 9,99.
Outros produtos também registraram diferenças expressivas:
- Laranja-pera: variação de 167,22%, com preços entre R$ 2,99 e R$ 7,99;
- Batata inglesa: diferença de 137,59%, custando entre R$ 3,99 e R$ 9,48;
- Salsa: oscilação de 136,09%, variando de R$ 1,69 a R$ 3,99.
Para o gerente do Procon Vitória, Breno Panetto, pesquisar antes das compras pode gerar economia significativa.
“Em alguns produtos, a diferença entre estabelecimentos ultrapassa 200%, o que reforça a necessidade de pesquisar antes de fechar a compra e aproveitar as melhores oportunidades do mercado”, destacou.
Mamão dispara e tomate registra queda
No setor de hortifrúti, o maior aumento entre junho e julho foi registrado pelo mamão Havaí, que ficou 76,79% mais caro, passando de R$ 5,99 para R$ 10,59.
Em contrapartida, o tomate rasteiro teve a maior redução do período, com queda de 53,89%, recuando de R$ 12,99 para R$ 5,99.
A cebola continua entre os produtos que mais pesam no bolso do consumidor. Em relação ao início de 2026, o alimento acumula alta de 134,56%, passando de R$ 2,98 para R$ 6,99. Na comparação com julho do ano passado, o aumento é de 133,78%.
Alguns produtos continuam mais baratos que em 2025
Apesar da alta registrada em julho, a série histórica do Procon mostra que alguns itens seguem mais baratos do que no ano passado.
O arroz, por exemplo, caiu de R$ 23,98, no início de 2025, para R$ 15,80 em julho deste ano. O azeite de oliva passou de R$ 48,90 para R$ 31,90, enquanto o alho recuou de R$ 29,98 para R$ 21,90 no mesmo período.
Já o filé de peito de frango retomou trajetória de alta em 2026, passando de R$ 19,98 em janeiro para R$ 23,99 em julho, aumento de aproximadamente 20%.
Como foi feita a pesquisa
O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 16 de julho de 2026 em nove supermercados de Vitória. Ao todo, foram pesquisados 65 itens de primeira necessidade, incluindo alimentos, carnes, hortifrúti, produtos de higiene pessoal, limpeza doméstica e higiene infantil.
Segundo o Procon Vitória, os estabelecimentos são escolhidos aleatoriamente e a comparação considera produtos idênticos, garantindo maior confiabilidade aos resultados.
Dicas para economizar nas compras
O Procon Vitória orienta os consumidores a adotar algumas medidas para reduzir os gastos no supermercado:
- Pesquisar preços antes de comprar;
- Fazer uma lista de compras;
- Aproveitar promoções apenas quando houver economia real;
- Comparar peso, quantidade e qualidade dos produtos;
- Verificar a procedência e a validade dos alimentos;
- Observar as condições de armazenamento;
- Priorizar produtos com melhor custo-benefício e evitar compras por impulso.










