O Brasil registrou uma das maiores quedas na edição de 2026 do Ranking Mundial de Competitividade, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center, da Suíça, em parceria com a Fundação Dom Cabral. O país perdeu sete posições em relação ao ano anterior e passou a ocupar o 65º lugar entre 70 economias avaliadas, entrando para o grupo das dez menos competitivas do levantamento.
O ranking mede a capacidade dos países de criar um ambiente favorável para o desenvolvimento das empresas e dos negócios. Para isso, analisa indicadores relacionados ao desempenho econômico, eficiência do governo, eficiência das empresas e infraestrutura.
Queda ocorreu em todos os principais indicadores
Segundo o relatório, o Brasil apresentou recuo nos quatro pilares avaliados. As perdas mais significativas ocorreram em eficiência empresarial e eficiência governamental, fatores considerados essenciais para aumentar a produtividade, atrair investimentos e estimular o crescimento econômico.
O resultado interrompe a recuperação observada na edição anterior, quando o país havia avançado quatro posições no ranking.
Gastos públicos aparecem entre os desafios
Entre os fatores apontados pelo estudo estão o aumento dos gastos governamentais e dificuldades estruturais que afetam a competitividade brasileira. Esses aspectos influenciam diretamente o ambiente de negócios e a capacidade de crescimento sustentável da economia.
Brasil fica à frente apenas da Venezuela na América Latina
Entre os países latino-americanos incluídos no levantamento, o Brasil aparece em penúltimo lugar. Apenas a Venezuela teve desempenho inferior.
A classificação da região ficou assim:
Chile (43º)
Argentina (58º)
Colômbia (59º)
Peru (60º)
Brasil (65º)
Venezuela (70º)
Singapura lidera ranking mundial
No topo da lista, Singapura retomou a liderança do ranking em 2026, seguida por Hong Kong e Suíça. Segundo o IMD, a capacidade de adaptação rápida às mudanças econômicas foi um dos principais fatores para o desempenho das economias mais competitivas.
Os dez primeiros colocados são:
Singapura
Hong Kong
Suíça
Taiwan
Emirados Árabes Unidos
Dinamarca
Irlanda
Holanda
Suécia
Estados Unidos
Já o Brasil aparece na 65ª posição, à frente apenas de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela.










