A bandeira tarifária para o mês de maio será amarela devido a redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, informou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) nesta sexta-feira (24). Isso significa que consumidores terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
O cenário de menos chuvas “leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado”, diz nota da Aneel.
Essa será a primeira cobrança extra na conta de luz este ano. A mudança repete o padrão do ano passado, que também teve bandeira verde até abril e, a partir de maio, passou a oscilar entre amarela e vermelha (nos patamares 1 e 2) até dezembro.
A bandeira verde vinha sendo adotada por causa de “condições favoráveis de geração”, segundo a Aneel.
A agência acrescenta que o acionamento da bandeira amarela “reforça que os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar desperdícios e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico”.
O sistema de bandeiras tarifárias na conta de luz, que permite repassar mensalmente aos consumidores os maiores custos do país com a geração de energia, completou dez anos de implementação em 2025.
ENTENDA MAIS SOBRE AS BANDEIRAS TARIFÁRIAS
- Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo
- Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos
- Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora consumido
- Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora consumido
PELOTAS, RS (FOLHAPRESS) – HELENA SCHUSTER









