Com mais de 2,1 milhões de cabeças, pecuária avança no Espírito Santo

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Boi chama atenção para o peso da bovinocultura na economia brasileira e, de forma direta, no Espírito Santo, onde a atividade está presente em todo o território e tem impacto relevante na geração de renda no campo.

Em nível nacional, o país registrou em 2024 um rebanho de 238,1 milhões de cabeças de gado, número superior à própria população brasileira, estimada em 212,5 milhões de habitantes. O dado ajuda a dimensionar a importância da pecuária tanto para o abastecimento interno quanto para as exportações.

No Espírito Santo, o rebanho bovino chegou a 2.177.441 cabeças no mesmo período. A atividade está distribuída nos 78 municípios e ocupa cerca de 1,9 milhão de hectares de pastagens, evidenciando sua presença no uso da terra e na dinâmica econômica rural.

A relação entre população e rebanho também ilustra esse cenário: no Estado, há aproximadamente um boi para cada dois habitantes. A bovinocultura está presente em 32.657 propriedades, o equivalente a 30,2% dos estabelecimentos rurais capixabas. Desse total, 69% pertencem à agricultura familiar, o que indica forte participação de pequenos produtores na cadeia.

A maior concentração de animais está nas regiões Norte e Noroeste. Em 2024, os municípios com maior efetivo bovino foram Ecoporanga, Linhares, Montanha, Mucurici e São Mateus. Ainda assim, mais de 70% do rebanho está distribuído entre os demais municípios, o que reforça a capilaridade da atividade no Estado.

Além da presença territorial, a pecuária de corte também tem peso econômico. Em 2024, o Valor Bruto da Produção Agropecuária capixaba chegou a R$ 31,3 bilhões. Dentro desse total, o abate de bovinos respondeu por 3,58%, movimentando cerca de R$ 1,1 bilhão.

O crescimento da atividade também aparece nos números mais recentes. Entre 2022 e 2025, o volume de carne bovina abatida passou de 51.795 toneladas para 79.040 toneladas, um avanço de 52,6%. Só em 2025, foram abatidos 316,8 mil animais, indicando expansão da cadeia produtiva e maior atividade da indústria frigorífica no Estado.

No mercado externo, a carne bovina capixaba também ampliou espaço. Em 2025, as exportações somaram US$ 37,5 milhões, com embarques para 52 países. A China aparece como principal destino, seguida por Jordânia e Hong Kong.

Outro fator que tem contribuído para o desempenho do setor é o avanço em tecnologia e genética. Investimentos em melhoramento do rebanho, manejo e produtividade têm refletido em ganhos de qualidade e competitividade. Esse movimento também se traduz em reconhecimento técnico, com resultados expressivos em eventos como o Circuito Nelore de Qualidade e a Expoinel.

Com presença ampla no território, participação significativa na economia e crescimento nos mercados interno e externo, a bovinocultura segue como uma das bases do agronegócio capixaba, influenciando diretamente a dinâmica das regiões rurais e a geração de riqueza no Estado.

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