Consumo das famílias capixabas supera média nacional e mantém nível positivo em março

Mesmo diante de um cenário nacional de recuo no consumo, as famílias capixabas seguem na contramão e mantêm o apetite por compras em alta. Em março, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) no Espírito Santo atingiu 110,4 pontos, reforçando um nível de confiança acima da média brasileira (105,2) e do Sudeste (107,8). O resultado levou a uma sequência de quase dois anos no campo positivo, com o indicador acima do nível de satisfação (100 pontos) há 22 meses consecutivos.

Os dados integram o relatório do Connect Fecomércio-ES (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo), com base nas informações da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Apurado mensalmente, o ICF funciona como um indicador antecedente do desempenho do varejo.

Entre os destaques do índice, o indicador Capacidade de consumo das famílias alcançou 118 pontos, com alta de 0,6%, refletindo maior segurança dos capixabas em relação à situação financeira. Já a Disposição para o consumo ficou em 100,4 pontos, no limite da zona de satisfação, indicando um comportamento ainda cauteloso.

Outro dado relevante é o avanço do subíndice Nível de consumo atual, que chegou a 108,1 pontos. Esse é o maior resultado para o mês de março desde 2018 e bem acima da média nacional, de 93 pontos, que apresentou queda no período.

Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, além da melhora no nível de consumo atual, que registrou crescimento de 1% em relação a fevereiro, o ambiente mais favorável no estado é impulsionado pelo aumento do acesso ao crédito (2,2%) e pelo avanço na intenção de compra de bens duráveis (3,9%).

“O resultado de março indica que teremos um início de segundo trimestre com viés positivo para o comércio capixaba. O aumento do acesso ao crédito tem ampliado a capacidade de consumo das famílias e viabilizado compras de maior valor, especialmente de bens duráveis, o que tende a impulsionar o comércio nos próximos meses”, destacou.

O levantamento também mostra que a melhora no consumo ocorre em diferentes faixas de renda. Famílias com renda de até 10 salários mínimos (R$ 16.210) registraram índice de 109,3 pontos, enquanto aquelas com renda superior alcançaram 117,9 pontos, ambas com crescimento no mês.

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