O custo da construção civil no Espírito Santo teve leve alta de 0,15% em março de 2026, bem abaixo da média nacional, que ficou em 0,37% no mesmo período, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado coloca o estado entre os de menor variação no país, indicando uma desaceleração no ritmo de aumento dos custos no setor.
Os números fazem parte do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SINAPI), referência para o planejamento de obras públicas e privadas no Brasil.
No recorte capixaba, a alta mais contida pode refletir uma combinação de fatores, como estabilidade nos preços de materiais, menor pressão de mão de obra ou até uma demanda mais moderada no setor. Na prática, isso significa um alívio relativo nos custos para construtoras e gestores públicos — pelo menos no curto prazo.
Já no cenário nacional, o avanço de 0,37% mantém a trajetória de elevação gradual dos custos da construção, influenciada principalmente por insumos e serviços. A diferença entre o índice brasileiro e o capixaba mostra que o Espírito Santo segue um movimento próprio, menos pressionado neste início de ano.
Produzido em parceria entre o IBGE e a Caixa Econômica Federal, o SINAPI é uma ferramenta central para a elaboração de orçamentos e acompanhamento de contratos de obras. Os dados são usados especialmente pelo setor público para definir investimentos e corrigir valores de projetos em andamento.
Apesar do resultado mais baixo em março, o comportamento dos custos da construção ao longo de 2026 ainda dependerá de variáveis como inflação geral, preço de insumos e ritmo da atividade econômica. Por ora, o que os números mostram é um setor que, no Espírito Santo, começa o ano com o freio levemente acionado.









