O Espírito Santo deve começar 2026 com a atividade econômica aquecida, impulsionada principalmente pelos setores de comércio e serviços. A estimativa é de que essas áreas movimentem cerca de R$ 98 bilhões no primeiro trimestre do ano, reforçando o papel estratégico dessas atividades como motores da economia capixaba.
As projeções são do Connect Fecomércio-ES, da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, incluindo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), além das pesquisas anuais do setor. Os cálculos foram ajustados pela inflação medida pelo IPCA.
De acordo com o levantamento, o comércio deve responder pela maior fatia dessa movimentação, com previsão de R$ 81,66 bilhões no período. Já o setor de serviços deve alcançar R$ 16,37 bilhões, totalizando aproximadamente R$ 98 bilhões em circulação na economia estadual.
Segundo o coordenador do Observatório do Comércio do Connect Fecomércio-ES, André Spalenza, os números indicam continuidade do crescimento observado nos últimos anos. Mesmo com a desaceleração típica do início do ano, após o pico de vendas do último trimestre, o desempenho esperado é superior ao registrado no mesmo período de 2025.
No comércio, a expectativa é de crescimento interanual de cerca de 15%. O varejo, principal responsável por essa dinâmica, deve movimentar R$ 25,1 bilhões, com alta de 9,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.
O avanço do setor reflete mudanças no comportamento de consumo e no modelo de negócios das empresas. A integração entre lojas físicas e digitais, aliada à expansão do comércio eletrônico e de estratégias omnichannel, tem exigido investimentos em logística, tecnologia e experiência do consumidor.
Já o setor de serviços também deve manter trajetória de crescimento, com previsão de alta de 7,3% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os destaques está o segmento de transportes, serviços auxiliares e correios, que deve faturar R$ 6,38 bilhões, avanço de 9,1% na comparação anual.
Outras áreas que apresentam desempenho relevante incluem serviços profissionais e administrativos, informação e comunicação, além dos serviços prestados às famílias, como turismo, alimentação e entretenimento.
O crescimento desses segmentos acompanha transformações mais amplas na economia. A expansão do comércio digital, por exemplo, aumenta a demanda por transporte, armazenagem e distribuição, enquanto a digitalização e o consumo de experiências impulsionam áreas ligadas à tecnologia e ao setor de serviços.
Apesar do cenário positivo, o desafio para as empresas será transformar o crescimento em ganhos de produtividade e competitividade. A tendência, segundo especialistas, é de um ambiente cada vez mais integrado entre comércio, serviços e logística, em que eficiência operacional, uso de tecnologia e foco no consumidor serão determinantes para o desempenho no mercado.









