O custo da cesta básica em Vitória apresentou queda em dezembro de 2025 e ficou em R$ 727,22, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do DIEESE em parceria com a Conab. A redução foi de 0,59% em relação a novembro e de 2,70% na comparação com dezembro de 2024.
Com esse valor, a capital capixaba ocupou a oitava posição entre as cestas mais caras do país, mas registrou desempenho melhor do que a média nacional, já que em 17 das 27 capitais pesquisadas houve aumento no custo dos alimentos básicos no mês.
Em Vitória, dez dos 13 produtos que compõem a cesta básica ficaram mais baratos entre novembro e dezembro. As maiores quedas foram observadas no tomate (-8,08%), arroz agulhinha (-6,63%), banana (-6,31%), açúcar cristal (-3,56%) e óleo de soja (-2,54%). Também apresentaram redução os preços da farinha de trigo, leite integral, café em pó, feijão preto e manteiga.
Na contramão, três itens ficaram mais caros na capital capixaba: a batata, que subiu 12,04%, a carne bovina de primeira, com alta de 1,52%, e o pão francês, que teve aumento de 0,51%.
No recorte de 12 meses, o café em pó foi o produto que mais pesou no bolso do consumidor de Vitória, com aumento de 46,84%, seguido pelo óleo de soja (11,36%) e pela carne bovina de primeira (5,44%). Por outro lado, os preços do feijão preto (-38,15%), arroz agulhinha (-35,74%) e tomate (-25,60%) tiveram quedas expressivas no período.
Mesmo com a redução no valor da cesta, o peso da alimentação ainda é alto para quem recebe salário mínimo. Em dezembro de 2025, o trabalhador de Vitória precisou trabalhar 105 horas e 24 minutos para comprar os alimentos básicos do mês. O gasto comprometeu 51,79% do salário mínimo líquido, percentual menor do que o registrado em novembro (52,10%) e bem abaixo do observado em dezembro de 2024, quando mais da metade da renda (57,23%) era destinada à cesta básica.









