O Espírito Santo participou da Marmomac Itália 2025 com 26 empresas das 31 brasileiras que estiveram no evento realizado em Milão. Pela primeira vez o Brasil teve um pavilhão totalmente dedicado às empresas de rochas ornamentais. O resultado financeiro foi mais de US$ 8 milhões em negócios imediatos e uma projeção maior que US$ 141 milhões ao longo dos próximos 12 meses.
O espaço, marcado por corredores cobertos por jardins suspensos assinados pelo arquiteto capixaba Rômulo Pegoretti, destacou-se pela arquitetura diferenciada e pela intensa movimentação de visitantes de várias nacionalidades. Entre os países, além dos europeus, destacaram-se: Arábia Saudita, Austrália, China, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos, Índia, México e Polônia.

Durante a apresentação, os participantes tiveram contato com a riqueza das mais de 1.200 variedades de rochas naturais brasileiras, cujas cores, texturas e formas singulares inspiram projetos que aliam beleza, identidade e consciência ambiental, transformando-se em materiais autênticos e alinhados à inovação buscada pelo design contemporâneo.
Para Tales Machado, presidente da Centrorochas, a conquista reafirma o espaço do Brasil no cenário mundial: “Estivemos em evidência em todas as frentes: negócios, inovação, sustentabilidade e design. O Brasil sai desta feira mais fortalecido e com a certeza de que sua pedra natural é reconhecida como um material de excelência no mercado global”.
Outro ponto de grande visibilidade do país durante a feira foi a primeira reunião oficial da Aliança Estratégica de Rochas Naturais (Natural Stone Strategic Alliance – NSSA), federação internacional recém-criada que reúne seis países fundadores: Brasil, Estados Unidos, Itália, Grécia, Reino Unido e Portugal, com o propósito de promover o uso da pedra natural como material de construção sustentável em escala global.
Na ocasião, o Brasil apresentou plataforma digital desenvolvida pelo IFES (Instituto Federal do Espírito Santo), campus Cachoeiro de Itapemirim, que será utilizada como base para a coleta de dados ambientais do projeto EPD Global. A adoção do sistema brasileiro pelos países membros reforça o papel do país como referência internacional em sustentabilidade e inovação no setor de rochas naturais.









