Área onde pode ser construído condomínio de luxo tem dois processos na justiça

A área que atualmente é de uso da da casa de eventos Privilège, alugado pelo Ilha Shows, no bairro da Praia do Canto, em Vitória, é alvo de pelo menos dois processos nas justiça e nos últimos dias, surgiram várias informações de que, supostamente foi vendida para a Construtora.

A empresa, por sua vez, pretenderia erguer um condomínio luxuoso com casas de três andares que podem chegar a 440 metros quadrados e que custarão até R$ 8,36 milhões.

No entanto, o Ilha Shows afirma desconhecer a construção do investimento. O gerente, Kaedy Azevedo, afirma que ficou sabendo da notícia da construção do empreendimento pela imprensa. Segundo ele, o terreno é alugado há 16 anos e o contrato de locação vai até dezembro de 2023.

“Existe uma cláusula renovatória que estende o prazo por mais dois anos e, além disso, nós já entramos com o pedido de renovação por mais quatro anos. Ou seja, nossa intenção é ficar no Ilha Shows até 2029”, afirma o gerente.

Kaedy Azevedo que, durante a pandemia, em que a área de eventos foi afetada, ele ficou sem pagar o aluguel. Com isso, os proprietários do local entraram com um pedido de despejo, mas ele acredita que esse processo não deve ir para frente.

“Os alugueis, IPTUs e seguros se encontram em dia. O processo de despejo não condiz pois a única inadimplência e discussão dos aluguéis são do período de pandemia, onde todo mercado de eventos ficou 100% parado. Assim que voltamos a trabalhar, voltamos a pagar e isso está sendo discutido na justiça”, explica o gerente.

Além disso, há um processo em julgamento onde a escola Sagrado Coração de Maria, vizinha do local, processa os proprietários do terreno pelo uso indevido da área que não é de posse deles.

Kaedy Azevedo explica que não há possibilidade da Construtora já começar a vender os imóveis sem nem existir uma planta aprovada pela justiça. Com isso, o gerente decidiu entrar com denúncia no Ministério Publico do Espírito Santo (MPES).

No documento, consta que é necessário garantir a proteção do consumidor perante do empreendimento que está “cercado de irregularidades”, sendo necessárias medidas, entre elas a suspensão das propagandas e das vendas, com exigência de apresentação de documentos e contratos relativos aos negócios.

O gerente do Ilha Shows explica ainda, que em nenhum momento foi procurado pelos proprietários do local para conversar sobre a venda do terreno. “Em outubro do ano passado, tivemos uma audiência para conversarmos sobre os aluguéis durante a pandemia e em nenhum momento foi tocado neste assunto”, afirma.

Por fim, Kaedy Azevedo explica a visão dele sobre as especulações do negócio. O gerente disse que o estabelecimento foi muito impactado pelas notícias, o que também desestabilizou os mais de 20 funcionários, que dependem do local para sobreviver.

Prefeitura

Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento da Cidade e Habitação (Sedec), da Prefeitura de Vitória, informou que foram feitas duas solicitações, uma referente ao Visto em Planta de Situação e outra referente ao Alvará de Alinhamento. Esse é um dos documentos necessários para a aprovação do projeto arquitetônico.

A Sedec acrescentou, ainda, que não foi protocolado o processo de aprovação do projeto arquitetônico.

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