Após quase 19 anos, família do Nordeste se manifesta a respeito do caso Clarinha

Após quase 19 anos, família do Nordeste se manifesta a respeito do caso ClarinhaPrestes a completar mais um ano no dia 12 de junho, o caso Clarinha ainda continua longe de ser desvendado, mesmo após quase 19 anos do ocorrido. Clarinha, como é chamada carinhosamente pela equipe do Hospital da Policia Militar (HPM), foi atropelada em uma segunda-feira, mais precisamente no Dia dos Namorados, em 2000, no Centro de Vitória.

No momento, três famílias esperam a liberação do Ministério Público Estadual para realizar o exame de DNA , e quem sabe desvendar o mistério da identidade da moça. De acordo com o coronel da reserva, Jorge Luiz Potratz que cuida da paciente desde o acontecimento, duas famílias desde a época ainda aguardam, porém, há uma novidade. Recentemente, uma família do nordeste, originária do Piauí, se manifestou alegando que Clarinha poderia ser a parente desaparecida que eles procuram.

Famílias

Desde o inicio, diversas pessoas procuraram o Ministério Publico, que é o responsável pelas investigações, mas continuaram até o final somente três famílias. Protatz, informa que desde a época uma família do Paraná continua na busca pela identidade da moça. Quem responde pela família é o suposto cunhado da Clarinha, que é casado com a também suposta irmã. Nessa família, Clarinha teria um suposto filho que estaria disposto a vir ao Espirito Santo para realizar todo o procedimento legal.

Já a outra família é do Nordeste, mais precisamente de São Luís, no Maranhão. Lá, o caso é um pouco mais complicado de acordo com o coronel da reserva, pois a suposta mãe da Clarinha é mais idosa o que dificulta a viagem até a capital capixaba para realizar os exames. Além disso, nessa família Clarinha teria duas filhas mas a relação mãe e filhas não era lá uma das melhores, o que sentimentalmente não desperta interesse pela identificação por parte das filhas.

Por fim, a mais recente família e chegar na história é originária do Piauí, sendo que quem responde pela família são duas irmãs. Uma delas reside no interior de Pernambuco, já a outra moro em São Paulo e recentemente chegou até a visitar Clarinha do HPM. Potratz conta que a visita aconteceu durante uma tarde inteira e uma quase certeza foi levantada. “Uma das irmãs, a de São Paulo, veio ate Vitória em um sábado e passou uma tarde inteira com a Clarinha, conversando e a vendo. Após a visita, a suposta irmã disse que acha que seja ela mesmo”.

Avanços

Em quase 19 anos, a saúde de Clarinha não sofreu nenhum avanço. Estando em um coma vigil, mas não é em estado vegetativo pois ela respira, a paciente continua do mesmo jeito, se alimentando por sonda e fazendo fisioterapia diária. O coronel da reserva, Jorge Luiz Potratz ainda relata que mesmo depois de todos esses anos ele continua dando assistência. “Eu continuo frequentando e dando assistência a Clarinha. É importante dizer que ela não tem nenhuma doença, mas somente a sequela do trauma que lesionou células cerebrais”.

Potratz ainda conta que mesmo em coma, Clarinha não precisa estar em um leito de hospital. “Já sobre a identificação, o que ocorre, é que ela teria direito a aposentadoria e INSS, caso seja identificada. E indo mais além disso, ela ocupa um leito sem precisar, mas sem a identificação não há como leva-la para um outro lugar”, explica.

Por Matheus Passos

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