No sábado 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental, a partir das 8 horas da manhã, a Casa Cultural Maria José Menezes, localizada na Rua Barão de Monjardim, próximo a Gruta da Onça, no Centro de Vitória, recebe mulheres diversas para a oficina “Cerâmica das Oralidades” com a instrutora de cerâmica Déborah Sathler.
A proposta é uma guiança, de entrelaçamento das mãos femininas, suas histórias de vida, memórias e o barro. E que cada participante traga seu avental de cerâmica e suas memórias para vivenciar, rememorar e experienciar ser criadora da sua própria obra afetiva de forma coletiva. Entre os conteúdos que serão abordados na oficina estão: a poética da memória das mãos; arte de base comunitária- as barristas e ceramistas do barro; Histórias entrelaçadas -as heroínas capixabas, e Roda de Cerâmica das oralidades- prática da modelagem na (re) criação de memórias femininas.
“Trabalho com diversos grupos de mulheridades há duas décadas em projetos socioculturais no estado e no Rio de Janeiro, e cada grupo feminino é um universo, e estamos todas nós em busca da inteireza do nosso ser. Umas estão à investigar suas origens, se autoconhecendo, se reinventando e criando um matriarcado de conhecimento. Acolher mulheres e suas oralidades, por meio do barro, material natural milenar trabalhado por diversas culturas é valioso. Ao modelar, criar, moldar nossas cosmovisões no barro, estamos deixando uma obra cerâmica, que é uma narrativa para a posteridade, assim como um livro ou uma música. Há um conhecimento sensível que mora nas mãos, elas pensam, possuem memórias que são tesouros, e que para além do labor produzem o arte”, falou Sathler.
A instrutora de cerâmica está em seu estágio docente de doutorado em Artes na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), trabalha no Laboratório de Cerâmica da universidade e coordena atualmente projetos de arte com mulheres e crianças ciganas capixabas.










