Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.
A opinião dos colunistas é de inteira responsabilidade de cada um deles e não reflete a posição de ES Hoje

O Brasil precisa de mais dirigentes voluntários. Um deles pode ser você

Vivemos uma época em que muitas pessoas reclamam da política, da violência, da qualidade da educação, da saúde, da falta de oportunidades e das desigualdades sociais. Mas poucos se fazem uma pergunta simples e transformadora:

O que eu posso fazer para melhorar a sociedade onde vivo?

Talvez a resposta esteja muito mais perto do que imaginamos: participar de uma associação e exercer o voluntariado.

Uma associação nasce quando pessoas decidem unir forças em torno de um objetivo comum. São organizações sem fins lucrativos criadas para defender interesses, desenvolver comunidades, promover cultura, educação, esporte, empreendedorismo, assistência social, inovação e cidadania.

Existem associações empresariais, profissionais, comunitárias, filantrópicas, culturais, ambientais, esportivas, de moradores, de pais e mestres, de servidores públicos, de aposentados e inúmeras outras.

Todas elas possuem algo em comum: dependem de pessoas que escolhem servir. Esses homens e mulheres são os dirigentes voluntários. Trabalham sem salário e, muitas vezes, sem reconhecimento. Doam horas de convivência familiar, experiência profissional e conhecimento acumulado durante décadas.

O Brasil conta hoje com cerca de 7,3 milhões de voluntários, atuando em aproximadamente 600 mil organizações da sociedade civil. São pessoas que ajudam milhões de brasileiros diariamente e que complementam, em inúmeras áreas, o trabalho e lacunas do poder público. Basta observar o papel desempenhado por hospitais filantrópicos, APAEs, Santas Casas, associações comunitárias e milhares de organizações espalhadas pelo país.

Sem elas, o Brasil seria muito mais desigual. Entretanto, boa vontade, por si só, não é suficiente. Administrar uma associação exige preparo. O dirigente voluntário precisa ser, ao mesmo tempo, líder, gestor, empreendedor, conciliador, estrategista e comunicador. Precisa construir consensos, administrar conflitos, captar recursos, prestar contas, motivar equipes e conduzir organizações que, muitas vezes, impactam milhares de vidas.

É exatamente por isso que nasceu a Escola de Associativismo, no Espírito Santo.

Idealizada pelo engenheiro Sérgio Rogério de Castro, um extraordinário líder, empreendedor, dirigente e visionário, a escola surgiu com uma missão muito clara: formar dirigentes voluntários capazes de fortalecer as organizações brasileiras e ampliar sua contribuição para o desenvolvimento do país. Tive o prazer de conviver com Sérgio, ser amigo e aprender muito com ele.

Ao longo de seus primeiros dez anos, a Escola de Associativismo já capacitou milhares de lideranças, oferecendo conhecimento em governança, legislação, planejamento estratégico, gestão financeira, comunicação, liderança, negociação, sucessão, inovação e muitos outros temas indispensáveis para o fortalecimento das entidades.

Agora, ao assumir a presidência do Conselho de Gestão da Escola de Associativismo, ao lado de tantos outros dirigentes voluntários, sinto o peso da responsabilidade, mas também a alegria de ajudar a realizar o sonho de seu fundador: transformar a instituição em uma verdadeira Escola Nacional de Associativismo, presente em todos os estados brasileiros.

Ao longo da minha própria trajetória, desde a década de 1980, tive o privilégio de participar da criação de diversas entidades e de atuar voluntariamente em instituições como FINDES, CNI, SEBRAE, SENAI, SESI, Lions Club e inúmeras organizações da sociedade civil. Nunca recebi remuneração por esse trabalho.

Recebi algo infinitamente maior. Recebi boas amizades, aprendizados que nenhuma universidade poderia oferecer, oportunidades de servir e, principalmente, a satisfação de saber que estávamos ajudando empresas, trabalhadores, estudantes, comunidades inteiras e milhares de famílias.

A antropóloga Margaret Mead afirmou:

“Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos conscientes e comprometidos possa mudar o mundo.”

Talvez seja justamente essa a maior recompensa do voluntariado. Não está no cargo. Não está no título. Muito menos no reconhecimento. Está na consciência tranquila de saber que passamos pela vida deixando um legado para as próximas gerações.

Imagine o que aconteceria se cada empresário dedicasse algumas horas por mês a uma entidade de classe. Se cada aposentado compartilhasse sua experiência com uma associação. Se cada jovem oferecesse seu talento para um projeto social. Se cada profissional colocasse seu conhecimento a serviço de uma causa coletiva.

O Brasil mudaria muito mais rapidamente. Por isso, faço um convite sincero: que tal procurar uma associação, uma entidade beneficente, um conselho comunitário, uma organização empresarial ou um projeto social que tenha relação com seus valores e sua história?

Ofereça seu tempo. Compartilhe sua experiência. Doe sua liderança. Você descobrirá que quem mais cresce não é quem recebe. É quem serve.

Se desejar conhecer melhor esse universo e fazer parte dessa corrente de transformação, visite www.escoladeassociativismo.com.

Quem sabe o próximo dirigente voluntário capaz de transformar uma comunidade, uma cidade ou até o Brasil esteja justamente lendo este artigo.

O país precisa de pessoas que não apenas apontem problemas, mas que tenham coragem de construir soluções.

E essa pessoa pode ser você.

Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.

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