Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 13 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE), representou o Brasil em eventos internacionais como dirigente empresarial. Avô de Davi e Elisa.
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Você sabe quem foi Mahatma Gandhi e quais eram seus conceitos?

Nascido como Mohandas Karamchand Gandhi em 2 de outubro de 1869, foi uma das figuras mais influentes da história moderna. Advogado, estadista e líder espiritual, conduziu a Índia à independência do Reino Unido por meio de uma filosofia revolucionária: a não-violência aliada à firmeza moral.

Ainda jovem, estudou Direito em Londres e iniciou sua carreira na África do Sul. Ao enfrentar a discriminação racial, passou a desenvolver os princípios que guiariam sua vida. Percebeu que o papel de um advogado não era apenas litigar, mas também reconciliar — visão que levou para a política.

Casado com Kasturba, com quem teve quatro filhos, viveu de forma coerente com seus valores: simplicidade, disciplina e propósito. Vestia-se como o povo, adotou o vegetarianismo e utilizava o jejum como forma de protesto pacífico.

Chamado de “Mahatma” (grande alma) e “Bapu” (pai), tornou-se símbolo de uma nova forma de resistência. Defendia que a luta contra a injustiça deveria ocorrer sem ódio. Como dizia: “Não há caminho para a paz; a paz é o caminho.”

Sua filosofia, o satyagraha (firmeza na verdade), baseava-se na resistência ativa, porém não violenta. Para ele, meios justos levam a fins justos: “olho por olho e o mundo acabará cego”.

Um marco foi a Marcha do Sal, quando caminhou centenas de quilômetros contra leis britânicas injustas. O movimento mobilizou milhares de pessoas e mostrou a força da ação coletiva pacífica.

Em agosto de 1947, a Índia conquistou sua independência. Mesmo com a divisão entre Índia e Paquistão, Gandhi buscou evitar conflitos maiores. Não pregava o ódio aos ingleses — desejava uma relação futura de respeito e amizade.

Defendia igualdade entre homens e mulheres, união religiosa e inclusão social. Para ele, o progresso só fazia sentido se alcançasse os mais vulneráveis.

Sua forma de protesto era única: oração, disciplina e consciência coletiva. Mesmo preso várias vezes, manteve seus princípios. Dizia: “Felicidade é quando o que você pensa, o que você diz e o que você faz estão em harmonia.”

Em vez de greves tradicionais, propunha dias de oração e jejum. Dizia que a força não está na agressão. Muitas vezes, seus jejuns levavam ao fim de conflitos, mesmo colocando em risco a própria vida.

Em minhas experiências pessoais na Índia, passando por cidades como Nova Délhi, Mumbai e Bengaluru, é possível perceber como seu legado permanece vivo. Um ministro local comentou que o investimento em educação e tecnologia veio da consciência histórica de que conhecimento define o destino das nações.

Gandhi também ensinava: “Seja a mudança que você quer ver no mundo” e “Aprenda como se fosse viver para sempre”.

Admirador de diversas religiões, via todas como caminhos para a verdade. Sua vida foi interrompida em 30 de janeiro de 1948, mas seu legado permanece como um dos maiores exemplos de ética e humanidade.

No dia 2 de outubro, celebra-se o Dia Internacional da Não-Violência. Mais do que um líder político, Gandhi foi um guia moral, mostrando que a verdadeira força está na verdade, na justiça e na paz.

E você? Concorda com os princípios de Gandhi?

 

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Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 13 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE), representou o Brasil em eventos internacionais como dirigente empresarial. Avô de Davi e Elisa.

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Comentários
  1. Na semana do Dia do Trabalho, o texto exalta oração e jejum, ao invés do que o autor chama de “greves tradicionais”.

    Será que é sério?

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