Maior colégio eleitoral fora do eixo da Grande Vitória, Cachoeiro de Itapemirim conta com 134.209 aptos para votarem em 2024. A Capital Secreta do Mundo tem a singularidade do “voto família” ser o fiel da balança na conjuntura da disputa.
Enquanto a maioria das cidades capixabas tem como estado civil mais abundante o “solteiro”, o município do Sul do Estado se destaca pelo “casado”.
Casados representam 46,42% do eleitorado cachoeirense. Isso é relevante no sentido de que essas pessoas formam famílias, podem ter filhos e vão ter uma noção mais ampla do que a cidade precisa, não só atendendo aos seus pleitos individuais, mas também dos herdeiros.
O “voto família” segue notável se somados os eleitores casados com os divorciados e viúvos, ou seja, aqueles que já tiveram a oportunidade de formar núcleos seus anteriormente: 57,27% do todo que pode participar do sufrágio.
Claro que não se pode desprezar o potencial dos solteiros, que são 41,54% do eleitorado e que têm visão diferenciada de como o espaço pode os ajudar a progredir e, quem sabe, também formarem suas famílias na cidade.
Mas se há uma quantidade maior de casados, infere-se que a faixa etária da cidade pode ser mais elevada. Chequemos.
O grupo de 45 a 59 anos é predominante. Vale destacar que de cada quatro eleitores, um está neste grupamento. Trata-se de uma fase da vida em que, normalmente, já há uma constituição de família e com filhos até, o que faz com que, a depender da situação financeira, haja maior ou menor dependência dos serviços oferecidos pelo município, da educação à saúde, por exemplo.
Importante observar que Cachoeiro também possui um considerável grupo idoso apto a votar, com 31.389 cidadãos com 60 anos ou mais. Sabendo que a partir dos 70 anos o sufrágio se torna facultativo, é preciso saber dialogar, demonstrar planos para que a cidade também esteja acessível à terceira idade para que haja interesse no pleito e na definição daqueles que estarão na prefeitura e na câmara.
A concentração geográfica dos eleitores é outro ponto a ser analisado pelos candidatos, seja para busca dos votos, seja para apresentação de projetos.
O mapa de calor dos eleitores demonstra que as áreas às margens ou mais próximas do Rio Itapemirim são os maiores bolsões de cidadãos e que podem fazer a diferença nas corridas pelos cargos eletivos.
No entanto, não se pode menosprezar os demais bairros, visto que a cidade possui uma equilibrada divisão de eleitores. Para se ter ideia, dos 56 colégios eleitorais, 10 têm de 3.999 a 3.000 pessoas; 14, de 2.999 a 2.000; e 12, de 1.999 a 1.000. Dessa forma, quem quiser vencer precisa gastar a sola do sapato.
Além disso, os distritos concentram 14.984 votos, quantidade relevante para definição não só de quem ficará à frente da prefeitura, como também das cadeiras na Câmara de Vereadores.
Por fim, esta análise termina, como de costume, com o nível de escolaridades dos eleitores.
Os números revelam que 67.646 eleitores, com escolaridades entre analfabeto e a ensino médio incompleto, têm maior possibilidade de serem dependentes do aparato municipal. Trata-se de uma quantidade alta: 50% do eleitorado. Se for considerado neste grupo aqueles com ensino médio completo, esse percentual vai para 80,39%.
Inegavelmente, o município, por essas condições, tem muita responsabilidade para com seus moradores e ainda tem o agravante de ser uma microcapital, atendendo habitantes de cidades menores ao redor que vão em busca dos recursos e serviços desse maior centro.
Também chama a atenção o número de eleitores com curso superior. São 26.302, considerando quem tem a graduação completa e incompleta. Não é um quantitativo para ser ignorado, visto que de cada cinco pessoas adultas da cidade, uma tem experiência com faculdade, o que pode possibilitar em maior renda, bem como maior senso crítico. É um somatório maior até do que de cidades da Grande Vitória.
Como se vê, a Capital Secreta do Mundo segue com sua tradição de altas peculiaridades. E até mesmo na hora para a definição do voto.









