Sergio Meneguelli “não arreda o pé” e PSD decide lançar candidato avulso ao Senado

VITÓRIA — As pretensões de afinar os discursos até o encerramento das convenções partidárias esbarraram na dura realidade do pragmatismo político capixaba. Em um movimento de última hora registrado nesta quarta-feira (5), o PSD rompeu as amarras das negociações de composição e decidiu lançar o deputado estadual Sergio Meneguelli ao Senado de forma avulsa.

A irredutibilidade de Meneguelli e o recuo do PSD

Até o limite do possível, o comando do PSD capixaba, liderado por Renzo Vasconcelos, buscou costurar uma aliança majoritária que abrigasse a indicação da médica e primeira-dama de Colatina, Dra. Lívia Vasconcelos, para a vaga de vice-governadora. Duas frentes de articulação foram tentadas exaustivamente:

Na chapa de Ricardo Ferraço (MDB): o grupo fechou a indicação de Camillo Neves (PP) para a vice. Além disso, a vaga ao Senado pelo bloco já estava reservada à ex-senadora Rose de Freitas, chancelada pela executiva nacional do MDB.

Na chapa de Lorenzo Pazolini (Republicanos): a composição encontrou barreira na pré-candidatura de Evair de Melo (Republicanos) ao Senado, além do alinhamento prioritário construído com o PL de Magno Malta em favor de Maguinha Malta.

Sem margem para acomodar a candidatura ao Senado dentro desses palanques, a cúpula do PSD tentou demover Meneguelli da disputa majoritária. Diante da recusa irredutível do parlamentar mais votado do estado em 2022, o partido optou por seguir com candidatura própria ao Senado, resguardando o capital político de seu único representante na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

A vaga de vice na chapa de Pazolini: Erick Musso ou nova composição?

Com a saída do PSD do leque de opções para a vice, a chapa encabeçada por Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao Governo do Estado chega à noite desta quarta-feira sem um anúncio oficial.

As atenções dos bastidores voltam-se para o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso. O dirigente conduziu a articulação com o PL e preservou o controle do grupo. Contudo, a definição por uma chapa pura ou pela atração de novos aliados segue em aberto.

Paralelamente, abre-se uma janela de oportunidade para o Partido Novo. Liderada por Iuri Aguiar, a legenda avaliava uma caminhada isolada após o PL não garantir apoio explícito a Leonardo Monjardim para a segunda vaga ao Senado. Diante do espaço aberto na vice de Pazolini, os diálogos entre a cúpula do Novo e o grupo do Republicanos podem ganhar novo ritmo antes do fechamento das atas.

Prazo final: 15 de agosto, às 19 horas

Embora as convenções partidárias tenham homologado a lista de nomes aptos para a disputa, a legislação eleitoral permite ajustes, substituições e formalizações de coligações até as 19 horas do dia 15 de agosto, prazo final para o registro oficial das chapas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Até lá, dirigentes partidários mantêm os telefones abertos para ajustar os últimos detalhes do mapa político que disputará o comando do Palácio Anchieta e as duas cadeiras do Senado Federal.

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