Eleições ES: Da Vitória define disputa para deputado federal

O cenário para as eleições no Espírito Santo começou a desenhar seus contornos mais definitivos. Após intensas análises internas e cálculos matemáticos de legenda, o deputado federal Da Vitória, presidente do Progressistas (PP) e da federação União Progressista no Estado, bateu o martelo: irá disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados.

Embora o Senado Federal permaneça como o seu verdadeiro objetivo político a longo prazo, o peso do pragmatismo partidário falou mais alto neste momento. Como principal dirigente da sigla (e da federação), Da Vitória assumiu a missão estratégica de capitanear e ampliar a bancada capixaba em Brasília.

A estratégia do Progressistas

Para cumprir a meta de crescimento no Congresso Nacional, a permanência do líder partidário na chapa proporcional é considerada indispensável. Atualmente, a federação conta com três vagas na Câmara Federal, ocupadas pelo próprio Da Vitória, por Amaro Neto (PP) e por Messias Donato (UB).

A estratégia para expandir esse número aposta em uma “nominata pesada”, que reúne testados puxadores de voto e novas apostas de engajamento. Além dos três mandatários que buscam a renovação do mandato, a chapa para deputado federal contará com nomes de peso da política capixaba, como Marcelo Santos (Presidente da Assembleia Legislativa e UB-ES), Marcus Vicente e Tenente Carla Andressa.

Bastidor Político: A avaliação interna é que a pulverização de candidaturas fortes sob o mesmo guarda-chuva partidário cria o ambiente perfeito para puxar votos de legenda e garantir, no mínimo, a quarta cadeira em Brasília.

O desenho da chapa majoritária e o apoio a Ricardo Ferraço

Eleições ES: Da Vitória define disputa para deputado federal

No plano majoritário, as diretrizes da federação comandada por Da Vitória já estão consolidadas. O grupo assumiu o compromisso formal de apoiar a reeleição do governador Ricardo Ferraço (MDB). No entanto, o apoio político tem um preço proporcional ao tamanho do bloco: a federação exige a indicação do candidato a vice-governador na chapa governista.

Essa movimentação tensiona as negociações de bastidores, uma vez que o bloco PP/União Brasil quer consolidar sua hegemonia no Estado, unindo o controle do Legislativo e a musculatura da bancada federal à vice-governadoria.

União Brasil e PP impõem veto à esquerda e ao clã Vidigal

Se por um lado a vaga de vice está em disputa, por outro, os critérios de exclusão já foram rigidamente definidos. Em total consonância, Da Vitória e Marcelo Santos — presidente do União Brasil no Espírito Santo — estabeleceram uma linha vermelha intransponível: a vaga de vice na chapa de Ricardo Ferraço não será ocupada por ninguém alinhado à esquerda.

Na prática, as lideranças rechaçam abertamente o nome do clã Vidigal nesta posição majoritária. O veto ao grupo político de Sérgio Vidigal sinaliza que o bloco de centro-direita do Espírito Santo jogará de forma coesa para isolar partidos de esquerda ou centro-esquerda da vice-governadoria, polarizando o debate e garantindo que o núcleo duro do futuro governo mantenha um perfil estritamente conservador e liberal.

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