O que a política tem como certo no dia de hoje no Espírito Santo? Que Ricardo Ferraço (MDB) e Lorenzo Pazolini (Republicanos) protagonizarão o maior confronto eleitoral de 2026 – além dos dois, é possível que Magno Malta seja candidato do PL e Helder Salomão do PT.
O que, neste momento, faltaria para Ricardo e para Pazolini são os vices. E, segundo uma fonte de ES Hoje, na chapa do ex-prefeito de Vitória, a vaga é do PSD. Um acordo político entrega para a sigla presidida pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, não só a vice, como um espaço de senador – levando em consideração que duas vagas serão preenchidas no Senado no pleito de 2026.
Enquanto isso, para Ricardo, o que se apontam são os nomes dos deputados federais Messias Donato (União Brasil) e Amaro Neto (Republicanos). Também estaria pleiteando o espaço o presidente do Podemos no Espírito Santo, o também deputado federal Gilson Daniel. Levando em consideração que a federação União Progressista e o Podemos são as duas frentes que estão na base do projeto de reeleição do governador.
Para as escolhas, são necessárias avaliações das deficiências dos cabeças de chapa. No caso de Ricardo, uma fonte de ES Hoje avalia que a região metropolitana não tem afinidade com o emedebista. Além disso, como dar espaço a todas as siglas nesse projeto. O Progressistas quer o Senado – reconhecendo que seria a segunda vaga, já que a primeira é dedicada a Renato Casagrande (PSB) -, mais do que outros espaços. Mas, apostaria em Amaro Neto por sua popularidade como um comunicador que foi eleito deputado estadual com mais de 55 mil votos e depois a federal com quase 182 mil votos.

O Podemos quer a vice e chegou a escalar o prefeito Wanderson Bueno para tal, mas recuo. Gilson Daniel, no entanto, não abriu mão. Ele segue liderando um partido e viabilizando, sobretudo, uma chapa que possa o reeleger e ampliar a bancada – no pleito de 2022 foram eleitos ele e Victor Linhalis, que como tucano voou para o PSDB e numa “mutação” virou a pomba do PSB.
No que se refere a Messias Donato, além de ser quadro político do terceiro maior colégio eleitoral do ES, é aliado do prefeito cariaciquense, Euclério Sampaio. O prefeito é, também, presidente do MDB, partido de Ricardo, e fez Messias Donato trocar de partido – ele estava no Republicanos – para estar no projeto do governador. Euclério é, também, a liderança política que muito se empenhou para que o grupo de Renato Casagrande não tivesse outro candidato à sucessão, que não Ricardo Ferraço.
De olho no interior
Se pendência do emedebista fica em relação à região metropolitana, a deficiência de Lorenzo Pazolini é o interior capixaba. Se não tivesse o apoio do deputado federal Evair de Melo (Republicanos), como político com raízes no agro, talvez não tivesse sido apresentado a pequenas e importantes comunidades e os distritos dos municípios do interior do Espírito Santo. A doutora Livia Vasconcelos tem sido um nome de grande aposta. Entretanto, contra a médica pesa a inexperiência nas urnas. O que Guerino tem de sobra.
Ex-prefeito de Linhares por 4 mandatos e meio – renunciou em 2022 para disputar a governador -, ex-deputado estadual tendo presidido a Assembleia Legislativa -, Guerino é autoridade com votações superiores a 54% em todos os pleitos que disputou.









