Era julho de 2022 quando o governador Renato Casagrande (PSB) reconheceu sua candidatura à reeleição. Na oportunidade se descreveu como um “político previsível” e destacou sua necessidade e conforto em atuar na política com “a ampla aliança que está dando certo”. O fato é que esse arco é formado por partidos e por lideranças políticas.
Unindo a essa lembrança e de que, em abril, ao concluir 100 dias de gestão Casagrande garantiu que diferente de 2020, ano que vem estará na linha de frente das eleições municipais, com candidatos em todas as cidades – atuando mais em cidades polos, para não prejudicar sua gestão.
Diante desses fatos os políticos que estão como seus aliados já estão com as faturas calculadas e prontas para entregarem na mesa do governador. Mesmo que o nome mais forte de seu partido – talvez considerado o número 2, porque o 1 ainda é “o Renato”, conforme destacam os mais próximos – seja o do deputado estadual Tyago Hoffmann (PSB), há outros agentes com tanto o mais potencial político-eleitoral que o parlamentar.
O ministro Flávio Dino, filiado ao PSB, disse que o PT será o partido apoiado pela sigla. Na realidade, ele foi direto e disse que será João Coser. Contudo, o PSDB está nesta aliança e o ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo, quer concorrer e quer ser o candidato de Casagrande.
“Agora é a vez de Luiz Paulo ter o apoio do governador. Esteve com ele nos últimos tempos”, disse um tucano.
Tem alinda Luciano Rezende (Cidadania) que, no entanto, não é uma aposta forte visto que, segundo aliado do próprio ex-prefeito, ele só concorre com garantias. “O Luciano disse que está disposto, se tudo estiver organizado. Mas ele não colocou o nome em jogo, não está indo em direção á disputa. Não existe arrumar a candidatura dele, ele é quem tem que trabalhar. Eu descarto o nome de Luciano”, avaliou um filiado ao próprio Cidadania.
Saindo da capital onde esses nomes estão dispostos (Luciano, pelo visto, nem tanto!) a enfrentar o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) nas urnas, em Vila Velha está mais fácil com Arnaldinho Borgo (Podemos) e Euclério Sampaio (União Brasil) em Cariacica. Na Serra, se concorre, é possível que Vidigal (PDT) não seja abandonado pelo Palácio Anchieta, mesmo que os aliados do governador se dividam nas eleições serranas.









