O mercado político capixaba, tudo indica, aprovou a decisão de Erick Musso (Republicanos), em desistir da disputa pelo comando do poder Executivo estadual. Com baixíssima pontuação e sem cumprir a missão dada pela nacional do partido, de se tornar conhecido e alcançar dois dígitos nas pesquisas de intenções de voto, suas chances de vitória, ou, sequer, levar a disputa ao segundo turno, eram quase nulas.
Em pesquisa realizada pelo Instituto Perfil, publicada por ESHOJE nesta sexta-feira (29), Rigoni chegou a 3,17% das intenções de votos e Musso não alcançou 3%(2,83%).
Para o mercado, Erick, que havia garantido, em anúncio, que não tentaria o terceiro mandato de deputado estadual, o republicano tem mais chances de bons resultados concorrendo para senador da República.
A decisão foi anunciada pelo deputado estadual, que é presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), na quinta-feira (28), ao lado do deputado federal e presidente do União Brasil, Felipe Rigoni. Os dois partidos serão aliados e vão estar unidos nas candidaturas de senado, federal e estadual. Contudo, seguirão de forma livre a independente nos apoios às candidaturas a governador e presidência.
Inclusive, no anúncio, Erick disse que só pedirá votos para senador, que é o cargo que vai concorrer, e Rigoni, para ser reeleito deputado federal. O Republicanos é um partido ligado ao presidente Bolsonaro (PL), e que tem no Espírito Santo Manato como candidato ao Governo. Contudo, o PL também já tem candidatura ao Senado, com Magno Malta.
Concorrendo a senador, o presidente da Ales tem possibilidade de subir em mais de um palanque. Ele, inclusive, disse que respeita todas candidaturas. Segundo um político aliado de Erick Musso, ele poderá estar com Audifax e Guerino – ao mesmo tempo. Ou seja: ter dois palanques.
Já União Brasil, até este momento, tem presidenciável, Luciano Bivar, presidente nacional da sigla.
Se a mudança de Musso foi bem avaliada, já em relação à Rigoni não é exatamente a mesma coisa. Avalia-se o risco de a chapa para federal sofrer debandada, assim como o próprio partido, quando o deputado federal assumiu o comando. Rigoni se comprometeu a concorrer a governador ou a nada, somente coordenando as campanhas dos filiados. Desta forma, quem se filiou com chances de candidatura, se vê ameaçado, podendo ser, somente, um trampolim para uma eventual reeleição do deputado.
O União Brasil avalia eleger até dois deputados federais. “A chapa estava montada e a minha entrada fortalece a chapa. E, agora, temos certeza que faremos dois deputados e os pré-candidatos entendem que eu entro para fortalecer a chapa, baseada nos votos que eu tive na base que eu construí nos meus últimos quatro anos de mandato”.
“Ele disse isso, mas não é uma verdade completa. Tem gente que está se sentindo prejudicado”, afirmou raposa política que não quer o nome divulgado. Filiados avaliam que serão beneficiados o próprio presidente do partido e o médico Gustavo Peixoto.










