De janeiro a novembro de 2025, 710 pessoas que não usavam cinto de segurança morreram em acidentes de trânsito. A estatística é 3,64% maior que no mesmo período do ano passado. Os dados alarmantes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram divulgados para anunciar o início da Operação Natal, que tem como foco o uso do cinto de segurança e dos dispositivos de retenção para crianças, conhecidos como bebê conforto, assento de elevação e cadeirinha.
Até o próximo domingo (28), policiais de todo o país reforçam a presença nas rodovias federais, para manter a segurança de motoristas, passageiros e pedestres. O objetivo é reduzir o número de mortes nas rodovias federais que poderiam ser evitadas com o uso dos equipamentos de segurança.
No mesmo período – janeiro a novembro de 2025 – a PRF registrou mais de 164 mil infrações por não uso do cinto de segurança, cometidas por motoristas ou passageiros, correspondendo a uma média de 493 flagrantes por dia. Além de um risco para a segurança das pessoas, viajar sem o cinto de segurança é uma infração grave.
Outros itens indispensáveis para uma viagem segura são os dispositivos de retenção para crianças. Eles são obrigatórios e o uso segue critérios de altura e idade das crianças. Mesmo com a obrigação, prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e regulamentada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a ausência do item de segurança provocou a morte de 16 crianças de janeiro a novembro de 2025. No ano passado, neste mesmo período, foram 17 vítimas.
As infrações pela falta do dispositivo de retenção para crianças também apresentam redução, na comparação com janeiro a novembro de 2024. Apesar da queda na estatística, a PRF ainda flagrou mais de 20 mil crianças transportadas de forma errada, fora dos padrões estabelecidos pela legislação de trânsito. A infração é gravíssima.










