A infância tem papel importante na construção das referências emocionais de uma pessoa, mas não determina de forma definitiva quem ela será na vida adulta. A avaliação é da psicóloga Maria Rita Sales, no quadro Vida e Saúde, da Rádio ES Hoje. A especialista falou sobre como as experiências infantis influenciam as relações e os comportamentos atuais.
Segundo ela, situações do dia a dia, como uma crítica ou a ausência de alguém, podem provocar reações emocionais intensas ligadas à história de cada pessoa. Maria Rita ressalta, porém, que novas experiências e relações também podem ampliar os recursos emocionais ao longo da vida.
“Nossas experiências infantis nos influenciam, mas não definem de maneira absoluta quem seremos”, afirmou.
A psicóloga também explicou que falar sobre a chamada criança interior, termo que trata da influência das vivências da infância na vida adulta, não significa olhar apenas para traumas e experiências dolorosas. A infância também reúne lembranças de brincadeiras, criatividade, curiosidade e alegria, que podem continuar presentes depois que a pessoa cresce.
“A maturidade não precisa significar o desaparecimento da alegria”, refletiu.
Maria Rita chamou a atenção ainda para os profissionais que cuidam de outras pessoas, como professores, psicólogos e trabalhadores da saúde. Para ela, reconhecer as próprias necessidades e compreender a própria história são atitudes importantes para o cuidado com o outro.
A psicóloga ressaltou que compreender o passado pode ajudar na construção de novas possibilidades. “Crescer não é apagar a infância, é permitir que nossa história continue sendo escrita”, concluiu.










