Lucas Izoton
Lucas Izoton
Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.
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O que os filósofos gregos perguntariam ao presidente Lula?

Há cerca de 2.500 anos, filósofos gregos já discutiam questões que continuam atuais em Brasília: o que é justiça? A quem deve servir o poder? Qual é a responsabilidade ética de quem governa?

Tales de Mileto, considerado um dos primeiros filósofos, procurava compreender a natureza por meio da razão. Aplicando esse princípio à política, as decisões deveriam se apoiar em fatos, estudos e evidências, e não apenas em interesses eleitorais ou pessoais.

Sua pergunta seria: “Presidente Lula, que projeto de futuro o senhor está construindo para o Brasil?”

Pitágoras, conhecido pela matemática, valorizava os números e a harmonia. Trazendo seus conceitos para a administração pública, promessas eleitorais precisam caber no orçamento, e os recursos dos contribuintes devem ser administrados com responsabilidade.

Ele perguntaria: “Lula, por que tantos déficits fiscais e aumento da dívida pública? Quem pagará essa conta?”

Heráclito ensinava que a realidade está em permanente transformação. Um governante precisa reconhecer erros, corrigir rumos e abandonar políticas que não funcionam. Afinal, o mundo mudou, e os governantes também precisam evoluir.

Sua indagação seria: “Lula, quais erros do seu governo o senhor reconhece e o que está disposto a mudar?”

Sócrates utilizava o diálogo e o questionamento para buscar a verdade. Como reagiria ao debate político brasileiro, frequentemente marcado por acusações, ataques e intolerância?

Ele questionaria: “Presidente Lula, por que estimular o discurso de ‘nós contra eles’? Dividir os brasileiros ajuda a construir um país melhor?”

Platão, em A República, defendia governantes preparados e virtuosos. Seus ensinamentos estimulam uma reflexão sobre a escolha dos ministros e dirigentes públicos, frequentemente subordinada às negociações partidárias. Alianças políticas são necessárias, mas competência, integridade e resultados também deveriam ser critérios fundamentais.

Ele perguntaria: “Lula, na escolha de sua equipe, o que pesa mais: competência e meritocracia ou compromissos políticos? O senhor está satisfeito com os resultados?”

Aristóteles ensinava que a virtude se desenvolve pelo hábito e distinguia governos voltados ao bem comum daqueles orientados por interesses particulares.

Sua filosofia nos convida a examinar as contas públicas. Em junho de 2026, o Tribunal de Contas da União recomendou a aprovação, com ressalvas, das contas presidenciais de 2025, registrando déficit efetivo de R$ 58,7 bilhões. Segundo o Banco Central, a dívida bruta passou de 71,7% do PIB, em dezembro de 2022, para 82,5% em julho de 2026.

Sua pergunta seria: “Presidente Lula, a responsabilidade fiscal não deveria ser uma obrigação ética de quem governa? Por que transferir às próximas gerações o custo das decisões de hoje?”

Epicuro valorizava a prudência, a justiça e a tranquilidade como fundamentos de uma vida feliz. Seus conceitos também permitem refletir sobre as políticas sociais.

Ajudar quem necessita é indispensável. Em setembro de 2026, o Bolsa Família atendia 19,29 milhões de famílias. Entretanto, a proteção social precisa caminhar com educação, qualificação, emprego e empreendedorismo. Benefícios devem promover dignidade e autonomia, evitando que a assistência se transforme em dependência permanente ou instrumento de fidelização eleitoral.

Ele perguntaria: “Lula, depois de tantos anos de governos do PT, quantas famílias conquistaram autonomia e deixaram de depender dos benefícios sociais? O que seu governo está fazendo para ampliar esse resultado?”

Evidentemente, a democracia brasileira é muito diferente daquela praticada na Grécia Antiga. Esses filósofos não conheceram nossos problemas atuais, mas seus ensinamentos continuam oferecendo reflexões importantes.

Talvez o melhor governante não seja aquele que mais promete, distribui benefícios ou conquista aplausos, mas aquele que respeita a verdade, pratica a justiça, escolhe pessoas competentes, administra com responsabilidade e compreende que governar significa servir à sociedade.

E você, acredita que o presidente Lula governa de maneira coerente com os conceitos desses filósofos? Em quais atitudes e decisões ele poderia melhorar? Quais perguntas você faria ao nosso presidente?

Lucas Izoton
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Lucas Izoton é engenheiro e empreendedor com especializações no Brasil e no exterior. Atua nos setores de moda, hotelaria e empreendimentos imobiliários. Fundador da marca COBRA D’AGUA, foi presidente da FINDES e vice-presidente da CNI. É autor de 12 livros, com mais de mil palestras realizadas no Brasil e no exterior. Instrutor do Empretec (ONU/SEBRAE). Como dirigente empresarial, representou o Brasil em eventos internacionais. É presidente da Escola de Associativismo. Avô de Davi e Elisa.

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