Cinco caminhões para levar caixas vazias. Depois, apenas um. Essa foi a mudança registrada na operação da Extrafruti, distribuidora de hortifrutigranjeiros com base no Espírito Santo, após a adoção de caixas dobráveis fornecidas pela capixaba Foldbox, segundo informações divulgadas pela fornecedora. Com a redução, os outros quatro veículos passaram a voltar carregados com produtos, em vez de transportar embalagens sem valor comercial.
O número chama atenção para um custo que costuma passar despercebido nas planilhas de operação: o frete de retorno dos recipientes vazios. Para empresas que movimentam grandes volumes de mercadorias, caixas, pallets e demais embalagens retornáveis ocupam espaço, consomem combustível, tempo de motorista e capacidade da frota — sem gerar receita no trajeto.
Com as caixas dobráveis, o retorno dos vazios passou de cinco caminhões para um, liberando quatro veículos para voltar carregados.
Espaço vazio também custa
O desafio técnico está em reduzir o volume das embalagens durante o deslocamento sem abrir mão da resistência necessária para proteger a carga. É nesse ponto que as soluções dobráveis ganham espaço: após o uso, a embalagem é compactada, e a mesma frota pode transportar mais mercadorias ou fazer menos viagens para devolver os recipientes.
Para gestores de logística, o efeito aparece em diferentes linhas de custo ao mesmo tempo — frete, combustível, armazenagem e taxa de ocupação dos veículos. Em um cenário de pressão sobre as margens, aproveitar melhor cada viagem deixa de ser um detalhe de embalagem e passa a integrar a estratégia operacional da empresa.
Foldbox dobra importações em 2026
Especializada no segmento, a Foldbox atua com caixas dobráveis, pallets box, maletas e outras soluções voltadas principalmente a varejo, alimentação, armazenagem e transporte. De acordo com a empresa, o negócio cresceu 35% em volume e 50% em faturamento em 2026. A projeção é encerrar o ano com 50 contêineres importados, o dobro do volume registrado em 2025.
A empresa não informou valores absolutos de faturamento nem o período exato usado na comparação de crescimento.
Crescimento de 50% em faturamento e projeção de 50 contêineres importados no ano: o dobro de 2025.
Próximo passo: marketplaces
A estratégia da Foldbox para a próxima etapa é ampliar a distribuição por meio de marketplaces, levando produtos tradicionalmente comprados por grandes operações também a pequenos negócios e a consumidores interessados em organização e armazenamento. O movimento abre um novo canal de vendas para um mercado até então concentrado no atendimento corporativo.
O caso capixaba ilustra uma lição que vale para qualquer operação logística: eficiência não está apenas em transportar mais, mas também em deixar de transportar espaço vazio.












