A economia do Espírito Santo cresceu 4,4% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Indicador da Atividade Econômica (IAE), apresentado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) na manhã desta quarta-feira (16). O resultado ficou acima da média nacional e teve a indústria como principal vetor de expansão.
No período, a indústria avançou 12,4%, enquanto os serviços cresceram 1,6%. A agropecuária foi o único dos grandes setores a apresentar retração, com queda de 0,4%, influenciada pela redução da atividade pecuária.
A indústria extrativa teve papel central no resultado, com expansão de 36,6% no semestre. Já a indústria de transformação recuou 2%, pressionada principalmente pelas quedas na fabricação de produtos alimentícios, de 9,3%, e de papel e celulose, de 6,5%.
Para o fechamento de 2026, a Findes projeta crescimento de 3,7% para a economia capixaba. A diferença em relação ao desempenho esperado para o país está relacionada à composição da economia estadual e ao peso da indústria extrativa.
Segundo a economista-chefe da Findes, Marília Silva, a continuidade do crescimento dependerá também do comportamento da demanda. “A gente vem com uma inflação que, neste momento, está recuando”, afirmou.
Marília destacou, porém, que a inflação ainda permanece próxima de 5%, enquanto a inadimplência e o comprometimento da renda dos trabalhadores atingem níveis elevados. Para ela, esse conjunto de fatores pode representar um obstáculo para a manutenção do ritmo de crescimento.
O IAE é uma estimativa do PIB estadual, divulgada trimestralmente, e acompanha 13 setores da economia. A proposta é detalhar o desempenho da atividade econômica do Espírito Santo para além do resultado agregado.










