Karla Coser comemora inelegibilidade de Gilvan e cobra regra

A vereadora Karla Coser (PT) comemorou, durante a sessão da Câmara de Vitória desta segunda-feira (14), a decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que reconheceu, por unanimidade, a inelegibilidade de Gilvan da Federal.  A decisão ocorreu em razão da condenação por violência política de gênero cometida na Câmara de Vitória.

Durante o discurso, Karla afirmou que a condenação representa um marco para as mulheres que ocupam espaços na política. Ela também relembrou episódios de violência que, segundo ela, ocorreram na Câmara e envolveram Gilvan. “Inelegível, inelegível, mais uma vez, inelegível, Gilvan da Federal”, afirmou Karla. Em seguida, a vereadora disse que a condenação reconheceu a inelegibilidade “em razão da condenação por violência política de gênero, acontecida aqui nessa casa, sob os nossos olhos”.

Karla afirmou que estava na Câmara quando, segundo ela, ocorreram episódios de violência contra mulheres. Citou nominalmente Camila, Zoraide e Débora, além de servidoras, diretoras, estudantes e Mãe Vera e Mãe Neia.

“Todas mulheres. Curioso, talvez, mas não. É estratégia”, afirmou. Na sequência, Karla associou esse tipo de conduta ao que chamou de estratégia adotada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em relação à então deputada Maria do Rosário.

A vereadora também defendeu que a violência política de gênero seja incluída no Código de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Vitória. Ela pediu ao presidente da Casa, Anderson Goj, que a medida seja incorporada às regras internas. “É um projeto de nossa autoria de transformação para que essa página triste da história da Câmara de Vitória não se repita”, afirmou Karla.

Segundo a vereadora, a proposta busca estabelecer limites para condutas praticadas no exercício do mandato. Ela afirmou que a imunidade parlamentar não deve ser interpretada como autorização para cometer crimes ou desrespeitar outras pessoas.

“A imunidade parlamentar não é autorização para cometer crimes, para desrespeitar pessoas. Uma mulher eleita não precisa e não deve se submeter a nenhuma humilhação, ocupando esse espaço aqui ou em qualquer outro espaço de poder”, declarou.

Karla também afirmou que a decisão do TRE tem significado além do registro de uma candidatura. Para ela, o resultado representa um sinal de que devem existir limites para a atuação de parlamentares.

“Esse espaço, esse microfone é nosso. A gente chegou, a gente não vai retroagir, a gente não vai para trás. Nós continuaremos e traremos outras mulheres junto com a gente. A gente chegou e vai ficar”, afirmou.

Ao final do discurso, Karla disse estar contente com a condenação e com a possibilidade de impedir a candidatura de quem, segundo ela, praticou violência contra mulheres. “Estado enquanto vereador, condenado diversas vezes e agora está inelegível. Tchau, querido”, concluiu.

Você por dentro

Receba nossas últimas notícias em primeira mão.

Escolha onde deseja receber nossas notícias em primeira mão e fique por dentro de tudo que está acontecendo!

Comentários

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Mais Lidas

Notícias Relacionadas