Polícia prende suspeito que planejava ataque contra o PCV

Um homem de 31 anos, que seria uma das lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), foi preso nesta terça-feira (1º), no bairro Itararé, em Vitória. O suspeito veio do Rio de Janeiro e teria ligação com os Irmãos Vera. Ele estaria planejando um ataque contra a facção rival Primeiro Comando de Vitória (PCV).

De acordo com a Polícia Civil, as equipes, em conjunto com a Polícia Militar, conseguiram impedir um ataque que poderia provocar danos, inclusive a pessoas inocentes. A ação criminosa aconteceria após a prisão de uma liderança rival na última sexta-feira (28).

Segundo o chefe do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), delegado Ricardo Almeida, o suspeito já possuía antecedentes criminais e confirmou ter ligação com o TCP.

Polícia prende suspeito que planejava ataque contra o PCV
Ação policial impede ataque de fecções rivais.

Suspeito teria ligação com os Irmãos Vera

“Ela já tem registros criminais por tráfico de drogas e violência doméstica. Além disso, ele também confirma que é faccionado ao TCP desde 2018. Foi faccionado no Rio de Janeiro, de onde ele veio.”

O delegado Ricardo Almeida explicou ainda como teria ocorrido a aproximação do suspeito com integrantes da organização criminosa no Espírito Santo.

“No Rio de Janeiro, ele conheceu os irmãos Vera, que são traficantes do Espírito Santo, e existe esse intercâmbio entre TCP Rio e Espírito Santo. Ele se relacionou com uma prima dos irmãos Vera e passou a gerenciar determinados pontos de venda de drogas para os irmãos.”

Polícia prende suspeito que planejava ataque contra o PCV
“Nós conseguimos antecipar essa ação deles e frustrar esse ataque”, afirmou o chefe do Denarc, delegado Ricardo Almeida.

Inteligência identificou preparação de ataque

De acordo com o chefe do Denarc, o setor de inteligência identificou uma movimentação que indicava a preparação de um ataque contra integrantes de uma organização rival.

“Nosso setor de inteligência identificou que eles iriam realizar um ataque. Estavam juntando armas e traficantes para efetuar esse ataque em áreas do PCV, que são rivais deles.”

Armas e munições foram apreendidas

A ação policial, segundo Ricardo Almeida, conseguiu ser antecipada e impediu que o ataque fosse realizado. Durante a ocorrência, armas e munições foram apreendidas.

“Nós conseguimos antecipar essa ação deles e frustrar esse ataque. Nessa ocasião, foram apreendidas três armas de fogo, entre elas um fuzil calibre 556, duas submetralhadoras calibre 9 milímetros, armamento de forte poder de fogo e 130 munições desses dois calibres. O material estava dentro de um carro em frente à casa desse indivíduo.”

Apesar das apreensões, o suspeito negou que as armas fossem dele, mas confirmou a ligação com o TCP. “Ele não confirma que as armas eram dele, mas confirma que é faccionado do TCP.”

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Fuzil calibre 556 e duas submetralhadoras calibre 9 milímetros, consideradas armas de forte poder de fogo, foram apreendidos durante a ação.

Possíveis alvos ainda são investigados

O local e os possíveis alvos do ataque ainda são investigados. Segundo o delegado, uma das hipóteses é de que a ação seria realizada em uma área ocupada pelo PCV.

“O local e quem seriam as vítimas do ataque ainda estão em investigação. Mas acreditamos numa probabilidade bem alta que seria em área do PCV, na região do bairro da Penha, em razão da prisão do MM, que era uma liderança local que substituiu o Marujo e estaria de frente no tráfico e foi preso semana passada pela Polícia Militar.”

Arma tinha apelido do suspeito

Ainda conforme Ricardo Almeida, uma das armas apreendidas tinha uma identificação relacionada ao apelido do suspeito, que teria sido adotado após uma tentativa de homicídio sofrida no Rio de Janeiro.

“Embora tenha negado que as armas eram dele, uma delas está com o apelido dele. Ele confirma que tem esse apelido específico”, contou.

O delegado frisou ainda que o apelido veio depois de uma tentativa de homicídio sofrida no Rio de Janeiro “Ele ganhou esse apelido depois que sofreu tentativa de homicídio no Rio de Janeiro, ocasião em que foi alvejado por diversos disparos de arma de fogo, inclusive no rosto, e acabou sobrevivendo”, explicou.

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Uma das armas apreendidas tinha o apelido do suspeito, que, segundo o delegado Ricardo Almeida, foi adotado após ele sobreviver a uma tentativa de homicídio no Rio de Janeiro.

Monitoramento das organizações criminosas

Ricardo Almeida completou também o trabalho conjunto das forças de segurança no monitoramento das organizações criminosas e a importância da ação para evitar possíveis vítimas.

“A PC e a PM vêm sempre monitorando as ações dessas organizações criminosas, então é importante porque, em determinados ataques que esses indivíduos organizam e executam, eles acabam atingindo inocentes. Foi importante para evitar esse efeito colateral dessas ações dos criminosos.”

O suspeito foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa.

Suspeito gerenciava pontos em diferentes regiões

Segundo as informações apresentadas pelo delegado, o suspeito gerenciava pontos em diferentes regiões e respondia diretamente a uma liderança do TCP.

“Ele gerenciava Santos Dumont e também áreas do TCP no Itararé e Morro da Engenharia. Considerado que responde diretamente ao Nono, o Bruno Gomes Faria, liderança do TCP — um dos irmãos Vera.”

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Polícia Civil e Polícia Militar anteciparam a ação criminosa e impediram o ataque que estaria sendo planejado contra integrantes do PCV.

Polícia Militar foi acionada para evitar ataque

Segundo o comandante do 1° Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Isaac Rubim, a Polícia Civil acionou a unidade após identificar a preparação de um possível ataque na região do Complexo da Penha.

“A Polícia Civil, por meio do Denarc, acionou o 1º Batalhão a fim de evitar um ataque na região do Complexo da Penha. Por meio de trabalho investigativo, eles verificaram que um criminoso estava organizando um ataque contra os faccionados do PCV. Acreditamos que esse ataque tenha sido em razão de um provável enfraquecimento do Primeiro Comando de Vitória, depois da prisão da principal liderança que ainda estava em liberdade, preso sexta-feira passada.”

Suspeito teria resistido à prisão

O tenente-coronel Isaac Rubim também relatou a resistência do suspeito durante a abordagem e afirmou que ele seria utilizado pelos irmãos Vera para realizar ataques.

“Tentou fugir, disse que era HIV positivo, estava resistindo à abordagem, não queria entrar na viatura, resistiu de toda forma, mas foi preso. Ele era usado pelos irmãos Vera para dar esses ataques e existe suspeita de que ele tenha participado de outros ataques na região da Grande Vitória.”

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O tenente-coronel Isaac Rubim, comandante do 1º Batalhão, afirmou que a ação policial foi importante para evitar que o ataque planejado fosse concretizado.

Armamento poderia causar sérios danos

De acordo com o comandante, o armamento apreendido poderia ser utilizado para causar danos a integrantes do PCV. A ação conjunta das polícias, segundo ele, evitou que o ataque fosse concretizado.

“Com esse armamento, eles tinham o objetivo de causar sérios danos aos que são faccionados do PCV. Armamento pesado e muita munição. A Polícia Civil e a Polícia Militar impediram esse ataque e impediram que vidas inocentes sofressem.”

Segundo suspeito fugiu para área de mata

Rubim explicou ainda que um segundo suspeito, que estaria envolvido na ação, conseguiu fugir para uma área de mata e houve troca de tiros com os policiais.

“O homem que ia dar esse ataque junto com o suspeito preso conseguiu fugir para uma região de mata no bairro Engenharia. Teve uma troca de tiros entre o suspeito e a polícia. Não houve feridos, nem policiais nem suspeito deram entrada nas unidades de saúde, nenhum inocente deu entrada em hospital, mas teve troca de tiros.”

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O supeito preso gerenciava áreas do TCP e respondia diretamente a Bruno Gomes Faria, apontado como uma das lideranças da facção.

Suspeito que fugiu já foi identificado

Por fim, o comandante afirmou que o suspeito que fugiu já foi identificado e deverá ser preso pelas forças de segurança.

“Isso mostra que essas pessoas têm bastante vontade na prática criminosa, inclusive enfrentando a polícia. Essa pessoa que fugiu já foi identificada e, em breve, vai ser presa, seja pela Polícia Civil ou pela Polícia Militar. Vai ser preso.”

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