O Espírito Santo se consolidou como um dos principais polos de origem de envios do e-commerce brasileiro no primeiro semestre de 2026. Considerando operações de diferentes perfis de negócio, o estado foi o terceiro colocado em volume de envios nacionais no período, atrás apenas de São Paulo e Santa Catarina. Os dados são da 5ª edição do “Mapa da Logística”, levantamento da Loggi sobre entregas de pacotes no Brasil.
Para empresas que avaliam onde posicionar centros de distribuição e operações logísticas, o dado de maior peso é o desempenho do estado entre as grandes marcas: o Espírito Santo foi o segundo principal ponto de origem dos envios desse segmento, respondendo por 6% do volume, à frente de todos os demais estados exceto São Paulo. O resultado reforça a posição capixaba dentro de uma malha logística cada vez mais distribuída e conectada a diferentes mercados consumidores.
Descentralização logística abre espaço estratégico para o ES
Segundo Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi, o Espírito Santo ocupa posição estratégica na logística do e-commerce nacional por conectar diferentes mercados e integrar uma operação cada vez mais descentralizada. A executiva associa a presença do estado entre os principais polos de origem à ampliação das estratégias de distribuição das empresas, que buscam ficar mais próximas do consumidor final — movimento que eleva a exigência por eficiência logística.
“A presença do estado entre os principais polos de origem mostra que as empresas estão ampliando suas estratégias de distribuição e buscando estar mais próximas dos consumidores, o que torna a eficiência logística ainda mais importante” — Juliana Fracchia, diretora-executiva de Receitas e Clientes da Loggi
PUDOs crescem 53% e sinalizam mudança de modelo entre PMEs
O levantamento também identifica uma transformação estrutural na operação logística de pequenas e médias empresas. A coleta em domicílio ainda concentra 61% das operações de PMEs em 2026, mas o uso de pontos de recebimento — os chamados PUDOs (Pick up and Drop off points) — já responde por 39% dos envios, com crescimento de 53% no primeiro semestre. Para o setor, o dado indica migração progressiva para modelos mais flexíveis, escaláveis e de menor custo operacional.
Datas comemorativas seguem como vetor de demanda
As datas comemorativas mantiveram papel relevante no desempenho do e-commerce. Nas semanas do Dia do Consumidor e do Dia dos Namorados, foram registrados os maiores volumes de pacotes entre todos os perfis de negócio, com os grandes players registrando crescimento de 9% e 4%, respectivamente, ante o período de comparação. Já a semana do Dia das Mães manteve estabilidade.
Entre as categorias mais comercializadas no primeiro semestre de 2026 na região Sudeste, lideram cosméticos e perfumaria, seguidos por vestuário e moda, eletrônicos e informática, serviços financeiros e alimentos não perecíveis — um ranking que sinaliza onde a demanda por capacidade logística deve seguir concentrada na região.
Panorama nacional: mais competição e prazos mais curtos
No recorte nacional, o Mapa da Logística aponta que, ao longo do primeiro semestre de 2026, mais de 17 milhões de quilômetros foram percorridos nas operações mapeadas. O estudo também mostra um ambiente cada vez mais competitivo entre operadores: mais de um terço das entregas foi realizado em até dois dias e metade em até três dias, elevando o padrão de serviço que o consumidor final passa a exigir — e, por consequência, a régua de investimento em logística para empresas que operam ou pretendem operar no Espírito Santo.










