Polícia conclui inquérito e revela por quê músico matou a sogra em Afonso Cláudio

A Polícia Civil (PCES) concluiu que uma briga por dinheiro teria motivado o assassinato de Lisalinda Spamer Okumski, de 47 anos, em Afonso Cláudio, na Região Serrana do Espírito Santo. O principal suspeito é o genro dela, o músico Antonio Pereira Alves, conhecido como Tony dos Teclados, de 40 anos.

Lisalinda e o suspeito trabalhavam juntos com o plantio de café e tinham negócios em comum. Segundo a investigação, os dois estavam em conflito por causa da divisão do dinheiro obtido com as atividades.

A conclusão do inquérito foi divulgada nesta quarta-feira (19) e o músico foi indiciado por feminicídio.

Lisalinda estava desaparecida desde 6 de junho. O corpo foi encontrado nove dias depois, em 15 de junho, em uma área de mata na zona rural de Afonso Cláudio. A polícia confirmou que ela teve uma morte violenta, com um corte no pescoço.

Segundo o delegado Guilherme Eberhard, responsável pela investigação, a principal linha apontada pela polícia é de que o crime tenha ocorrido após conflitos entre os dois por dinheiro e pelos negócios relacionados ao plantio de café.

Ameaças antes da morte

Durante as investigações, a polícia encontrou áudios em que o músico teria ameaçado a sogra. Em uma das gravações, segundo a Polícia Civil, ele diz que já “sentia cheiro de defunto”.

Os investigadores também tiveram acesso a um vídeo em que o suspeito aparece agredindo fisicamente Lisalinda. Para a polícia, os registros mostram que havia um histórico de violência entre os dois.

O músico morava no mesmo terreno que a vítima. Além disso, o local onde ele trabalhava tinha acesso direto à área onde o corpo de Lisalinda foi encontrado.

Polícia diz que suspeito tentou atrapalhar buscas

Enquanto Lisalinda estava desaparecida, o suspeito teria indicado aos policiais locais diferentes daqueles onde o corpo realmente estava. Para a investigação, a atitude teria dificultado as buscas pela vítima.

A polícia também afirma que, no dia do velório de Lisalinda, o músico vendeu um despolpador de café que pertencia à vítima.

Segundo o delegado, o suspeito ainda tentou colocar em dúvida a imagem da sogra ao dizer que ela teria envolvimento com o tráfico de drogas. Testemunhas ouvidas durante a investigação, porém, negaram essa informação.

Músico continua preso

A Polícia Civil pediu que a prisão temporária do suspeito fosse transformada em preventiva. A Justiça aceitou o pedido, e ele continua preso.

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que vai analisar o caso e decidir quais medidas serão tomadas.

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