O vereador Professor Jocelino utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Vitória, na sessão desta segunda-feira (27), para criticar o pedido de cassação de seu mandato encaminhado pela Prefeitura de Vitória à Casa. Durante o pronunciamento, logo após a aprovação da LDO, o parlamentar classificou a iniciativa como um “delírio institucional” e agradeceu ao presidente da Câmara, Anderson Goggi, pelo arquivamento da solicitação.
“Quero, com muita humildade, agradecer o seu empenho para defender esse Parlamento, sobretudo arquivando o delírio institucional que a Prefeitura de Vitória teve de pedir a cassação de um mandato legitimado pelo povo, eleito pelo voto popular”, afirmou.
Segundo o vereador, tanto o mandato parlamentar quanto a atual administração municipal têm origem no processo democrático e, por isso, devem ser respeitados. “Assim como a Prefeitura e a atual gestão chegaram ao Palácio concorrendo à eleição e vencendo democraticamente, eu cheguei a esta Casa pelo voto popular”, declarou.
Durante o discurso, Professor Jocelino afirmou que o pedido de cassação estaria relacionado à atuação fiscalizadora exercida por seu mandato. “Tentar retirar um mandato de um eleito que tem denunciado os mandos e desmandos dessa gestão sobre os servidores e as comunidades periféricas é um desrespeito ao voto popular”, disse.
O parlamentar também direcionou críticas ao Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027, aprovado na mesma sessão. Na avaliação dele, a proposta não contempla as prioridades da população mais vulnerável.
“Essa LDO é uma farsa. Ela não cumpre o seu papel e engana as pessoas, porque não tem prioridade para aqueles que mais precisam”, afirmou. Como exemplo, citou a inauguração de uma obra no Canal de Camburi, cujo investimento, segundo ele, foi de R$ 220 milhões. Para o vereador, enquanto recursos são destinados a grandes intervenções, faltam investimentos em áreas consideradas prioritárias.
Em outro momento da fala, o vereador acusou a administração municipal de perseguir servidores públicos e afirmou que profissionais estariam sendo afastados por divergências com a gestão. “É dessa maneira que a gestão da cidade tem tratado, inclusive, os servidores. Eles estão todos os dias ameaçados pela caneta dessa gestão. Afastam aqueles que pensam diferente”, declarou.
Professor Jocelino também afirmou que, caso ainda estivesse atuando como professor da rede municipal, poderia sofrer um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em razão de suas manifestações.
“Se eu estivesse na sala de aula, com certeza hoje estaria respondendo um PAD e afastado, porque é assim que a secretária de Educação e outros secretários têm feito com servidores de Vitória”, afirmou.
Ao encerrar o pronunciamento, o vereador disse que continuará exercendo o papel de oposição e fiscalização do Executivo municipal. “Não vamos nos intimidar. Continuaremos trabalhando, fiscalizando e mostrando os erros, porque fui eleito pelo povo e tenho o dever constitucional de fiscalizar e mostrar as inverdades que vocês têm dito por aí para a população”, concluiu.
Após cassação de Baiano, Câmara de Vitória recebe pedido para cassar Professor Jocelino










