O Espírito Santo aparece entre os estados brasileiros com maior número de registros de racismo motivado por homofobia ou transfobia, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O levantamento aponta que o Estado teve 102 ocorrências em 2025, ocupando a 8ª posição nacional em números absolutos.
Os dados fazem parte do levantamento elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e consideram os boletins de ocorrência registrados com base nos crimes de racismo por homofobia ou transfobia, atualmente enquadrados na Lei do Racismo.
Em todo o país, foram registrados 3.481 casos em 2025, um aumento de 35,6% em relação ao ano anterior, quando foram contabilizadas 2.567 ocorrências. São Paulo liderou o ranking nacional, com 1.478 registros, seguido pelo Rio Grande do Sul (635) e Ceará (388).
Além do Espírito Santo, outros estados que aparecem entre os dez primeiros colocados são Goiás (172), Distrito Federal (143), Paraná (141) e Pernambuco (123).
Crimes contra a população LGBTQIA+
O Anuário também aponta mudanças em outros indicadores relacionados à violência contra pessoas LGBTQIA+. Os registros de estupro contra essa população tiveram aumento de 1,9% no país, passando de 471 casos em 2024 para 480 em 2025.
Já os homicídios dolosos de pessoas LGBTQIA+ apresentaram redução de 14,2%, com 187 vítimas registradas em 2025, contra 218 no ano anterior.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública ressalta, no entanto, que a queda nos homicídios não representa necessariamente uma melhora no cenário, já que alguns estados não possuem dados consolidados sobre esse tipo de crime, o que dificulta a comparação nacional.
Violência no Brasil
O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública reúne dados sobre diferentes tipos de crimes registrados no país em 2025. O levantamento mostra redução em alguns indicadores, como roubos e mortes violentas, mas aponta crescimento de crimes como estelionato e violência de gênero.
Segundo o estudo, os registros de estelionato chegaram a 2,2 milhões de casos no país no ano passado, consolidando esse tipo de crime como um dos principais delitos patrimoniais do Brasil.
ES reduz mortes violentas, mas registra alta em roubos de celulares
COM INFORMAÇÕES DO FOLHAPRESS – ANDRÉ FLEURY MORAES, BÁRBARA SÁ, CLAUDINEI QUEIROZ, JOÃO PEDRO PITOMBO, LEANDRO MACHADO, PAULO EDUARDO DIAS, RAQUEL LOPES, TULIO KRUSE E BRUNO LUCCA










