Espírito Santo vive era de ouro na ginástica rítmica e coleciona medalhas internacionais

O Espírito Santo está deixando sua marca em uma modalidade que até pouco tempo não tinha tanta visibilidade nacional. Em uma sequência de resultados internacionais, atletas capixabas passaram a ocupar o pódio das principais competições da ginástica rítmica mundial, levando o nome do estado para o centro dos holofotes.

Nos últimos meses, capixabas conquistaram medalhas em diferentes níveis: Copa do Mundo, Pan-Americano e Copa Sul-Americana.

Sofia Madeira se consolida como uma das referências brasileiras

Sofia Madeira integra o conjunto adulto da Seleção Brasileira. A capixaba já havia sido destaque em outras etapas do circuito mundial, reforçando uma trajetória de protagonismo internacional. Em abril, em Tashkent, no Uzbequistão, integrou o conjunto que levou a prata na série mista com três arcos e duas maças.

No último final de semana, na etapa de Milão, na Itália, Sofia voltou a subir ao pódio com a seleção brasileira, com duas medalhas: ouro no conjunto geral e prata na série de cinco bolas.

A etapa foi a última competição da seleção antes do Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, que será disputado em agosto, em Frankfurt, na Alemanha.

Espírito Santo vive era de ouro na ginástica rítmica e coleciona medalhas internacionais
Capixaba Sofia Madeira conquista duas medalhas na Copa do Mundo de Ginástica Rítmica — Foto: CBG / Confederação Brasileira de Ginástica

No Campeonato Pan-Americano de Ginástica Rítmica 2026, realizado no Rio de Janeiro, Sofia conquistou o lugar mais alto do pódio no Conjunto Adulto em três oportunidades: geral, cinco bolas e na série mista.

Nova geração capixaba também se destaca

Enquanto Sofia representa a elite mundial da modalidade, uma nova geração capixaba começa a aparecer no cenário internacional. Com apenas 1 mês de treino, as ginastas capixabas Agatha Cuel Monteiro, Sophia Louback e Luiza Traspadini conquistaram a medalha de ouro na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica 2026, disputada em Assunção, no Paraguai, na categoria Trio Adulto.

As atletas garantiram o ouro ao alcançarem a nota 22,500 na série de três bolas. “Foi uma mistura de felicidade, alívio e a certeza de que todo o nosso esforço tinha valido a pena”, revelou Agatha Cuel.

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Trio capixaba conquista ouro para o Brasil na Copa Sul-Americana de Ginástica Rítmica — Foto: Reprodução

Os resultados não são um “caso isolado”

Não foi só uma capixaba que se destacou na etapa de abril, em Tashkent, da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica. Geovanna Santos conquistou o bronze no individual com a fita.

Conhecida como “Furacão” da modalidade no Espírito Santo, foi vice-campeã do individual geral do Campeonato Brasileiro Adulto de Ginástica Rítmica, no mesmo mês, em Natal, no Rio Grande do Norte. Nas finais por aparelho, terminou com duas medalhas de ouro, maças e arco, além de uma prata na bola, e um bronze na fita.

Além do desempenho individual, a participação capixaba também se destacou na classificação por equipes. O Instituto Capixaba Esportivo (INCESP) garantiu o segundo lugar no campeonato. A formação contou com as ginastas Geovanna Santos, Luiza Traspadini, Agatha Cuel, Sophia Louback e a treinadora Gizela Batista, que coordena o trabalho do grupo.

Em junho, o bom desempenho continuou. No Pan-Americano do Rio de Janeiro, mais três medalhas no individual adulto: ouro no arco, na fita e por equipes.

Espírito Santo vive era de ouro na ginástica rítmica e coleciona medalhas internacionais
Capixaba Geovanna Santos é vice-campeã brasileira de ginástica rítmica — Crédito: Reprodução

Já as capixabas Melissa Varejão e Amanda Manente foram destaques com a seleção brasileira no Campeonato Pan-Americano de Ginástica Rítmica.

Com Melissa no conjunto juvenil, o Brasil foi campeão geral ao somar 43.600 pontos. A capixaba também somou mais dois ouros: nas cinco bolas e cinco fintas.

Nas apresentações individuais juvenis, com Amanda, a seleção conquistou a medalha de prata por equipes, com 232.450 pontos. A atleta ainda ficou com o bronze nas maças.

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Melissa Varejão e Amanda Manente, no pódio do Pan-Americano de Ginástica Rítmica — Foto: CBG

Investimento e formação explicam crescimento da modalidade

O trio campeão sul-americano é integrante do Instituto Capixaba Esportivo – Incesp. Elas também fazem parte do programa Campeões de Futuro, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Esportes e Lazer (Sesport), onde treinam gratuitamente e integram a elite do projeto voltado ao alto rendimento.

Diversas atletas são contempladas pelo programa Bolsa Atleta, da Sesport, que tem como objetivo principal beneficiar atletas de alto rendimento com o auxílio financeiro mensal. O que contribui para a manutenção do calendário de treinos e competições.

Números da ginástica rítmica capixaba em 2026

  • 7 ginastas capixabas medalhistas internacionais
  • 19 medalhas internacionais
  • 12 ouros
  • 5 pratas
  • 2 bronzes

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