Após reação de desembargadora OAB-ES reage a corte de servidores no TRT-ES

Menos de 24 horas após o forte bate-boca que transformou o Tribunal Pleno em uma arena (relembre aqui o ataque da desembargadora à presidente da OAB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES) subiu as escadas da Presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17) nesta quinta-feira (9). O objetivo do encontro de emergência foi selar o diálogo institucional após os “lamentáveis acontecimentos” do dia anterior e, principalmente, debater a polêmica proposta de reestruturação administrativa da Corte.

A advocacia capixaba foi representada na reunião pela secretária-geral adjunta, Camila Brunhara, pelo diretor-tesoureiro, Neffa Júnior, e pelo presidente da Comissão Especial de Acidente do Trabalho, Pedro Camelo.

O Contraponto: OAB entrega parecer e alerta para riscos no interior

Embora a sessão anterior tenha sido marcada por ataques da desembargadora Marise Chamberlain — que chegou a afirmar que o primeiro grau “não faz nada” —, a OAB-ES adotou uma postura técnica e institucional no encontro de hoje. A Seccional entregou um parecer formal sobre o projeto de reestruturação.

Após reação de desembargadora OAB-ES reage a corte de servidores no TRT-ESNo documento, a Ordem reconhece a necessidade de modernizar a gestão e cumprir as metas da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, mas fez um alerta contundente: as mudanças não podem sufocar a atividade-fim do Tribunal.

A principal preocupação da entidade gira em torno de dois pontos críticos:

  • A redução de servidores e de funções no Primeiro Grau de jurisdição.

  • O impacto direto nas varas com maior volume de processos e nas unidades do interior do Estado, que correm o risco de esvaziamento.

Advocacia exige assento na mesa de discussões

Para a OAB-ES, qualquer alteração na estrutura da Justiça do Trabalho impacta diretamente o dia a dia do cidadão e o exercício profissional dos advogados. Por isso, a comissão defendeu que a classe tenha participação ativa e voz nas discussões, e não apenas assista às decisões de forma passiva.

Ao fim da reunião, os representantes da Ordem reafirmou o compromisso inegociável com a defesa das prerrogativas da advocacia, mas estendeu a mão ao TRT-17, colocando-se à disposição para construir soluções que equilibrem a eficiência administrativa com o fortalecimento do atendimento à sociedade.

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