Nesta terça-feira (23) é comemorado o dia do Atleta Olímpico. A data foi instituída em 1948 pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) e celebra o nascimento do movimento olímpico moderno, ocorrido em 23 de junho de 1894, quando o Barão Pierre de Coubertin fundou o COI na Universidade de Sorbonne, em Paris.
Muitas vezes, aquilo que é visto nos ginásios e nas transmissões da TV não consegue refletir com exatidão a dimensão das lutas diárias travadas nos bastidores. São anos de rotinas rigorosas de treinos, preparação física e dedicação, para alguns minutos de performance.
São inúmeras as dificuldades de muitos desses atletas, desde sua infância até os momentos de glória, quando finalmente chegam num estágio de carreira esportiva que os levem até a convocação para uma competição de nível mundial, como as olimpíadas. Muitos enfrentam em suas trajetórias limitações de recursos, apoio, patrocínio e acompanhamento adequado com foco em alta performance.
Além de tudo que foi citado, ainda existe a dificuldade de conciliar isso com os estudos e muitas vezes trabalho, pois há aqueles que ainda precisam exercer alguma atividade que gere remuneração, para custear despesas domésticas, de equipamentos necessários e uniformes para a prática esportiva.
É um desafio constante equilibrar todos os pratos sem perder o foco, a disciplina e a motivação em ser um atleta de alto nível para se tornar representante de um país em competições.
Capixabas se destacam
No Espírito Santo há muitos exemplos a serem comemorados, como Adriele Helmer de Souza, praticante da modalidade atletismo.
Para Adriele, a prática esportiva também foi essencial para auxiliar a superar questões emocionais.
O esporte é essencial na minha vida, eu consegui controlar a questão da depressão, de controlar as minhas crises. É o que me salva e me deixa de pé, independente dos resultados”.

Uindson Santos Silva, praticante do boxe, enfatiza sobre os maiores desafios. “As dificuldades são sempre as mesmas para os atletas brasileiros. Apoio, reconhecimento e patrocínio”.

Resiliência e fortalecimento emocional
Apesar de difíceis, essas situações fortalecem e preparam os atletas para cada disputa, tornando-os resilientes para enfrentar cada resultado. E quando uma medalha é conquistada, o sabor da vitória é agridoce, pois é um misto de tudo o que percorreram para chegar até ali.
Cada madrugada que levantaram cedo para treinar, cada lesão obtida nos treinos e a fé na recuperação total; cada limitação financeira superada; cada derrota que representou lição para ajustes de falhas; cada pessoa que cruzou os seus caminhos com palavras, apoio técnico/emocional e qualquer tipo de incentivo.
Essas pessoas merecem o título que conquistaram e um dia exclusivo para serem lembradas pelo seus admiráveis exemplos de superação e por todas as suas contribuições ao esporte.










