Este conteúdo é parte de uma série de reportagens sobre o processo eleitoral, e serve como guia para orientar quem irá votar a escolher seus candidatos e cumprir seu papel no pleito de forma satisfatória.
Os eleitores que desejam alterar o local de votação precisam ficar atentos ao calendário eleitoral. O prazo para solicitar a mudança vai até 6 de maio, segundo orientações da Justiça Eleitoral. Apesar da possibilidade de atualização, muitos brasileiros seguem votando na mesma seção por décadas, por conta de vínculos afetivos com o bairro e com as pessoas que encontram no dia da eleição.
De acordo com a chefe do cartório da 1ª Zona Eleitoral, Giane Medeiros, o eleitor pode solicitar tanto a mudança do local de votação dentro do município quanto a transferência para outra cidade dentro do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral.
Como pedir a mudança
O procedimento pode ser feito de forma digital ou presencial, dependendo da situação do eleitor. Segundo a porta-voz do TRE, as alterações de local de votação ou município podem ser feitas pelo próprio site do Tribunal Superior Eleitoral ou aplicativo e-Título, não havendo a necessidade de comparecer presencialmente ao cartório, caso o cidadão tenha biometria cadastrada.
“Se o eleitor desejar alterar o local de votação e não tiver a biometria coletada, ele deverá procurar o Cartório Eleitoral mais próximo de sua residência”, acrescentou.
Para realizar a mudança, é obrigatório apresentar um documento que comprove vínculo com o município ou endereço informado. Entre os exemplos estão contas de água, luz ou telefone, faturas ou contrato de aluguel.
Quem não solicitar a mudança até a data limite deverá permanecer votando no local atual até o próximo ciclo eleitoral. Por isso, a recomendação da Justiça Eleitoral é verificar com antecedência a situação do título e avaliar se o local ainda é conveniente.
Eleitorado capixaba
No Espírito Santo, o eleitorado soma 2.947.485 pessoas aptas a votar. Entre os destaques recentes está o crescimento do público jovem: em 2024, o número de eleitores mais novos aumentou 36,5%, segundo dados da Justiça Eleitoral.
O crescimento indica maior participação de jovens na política, ainda que o voto seja obrigatório apenas entre 18 e 70 anos, sendo facultativo para pessoas de 16 e 17 anos.
O voto também é reencontro
Mesmo com a possibilidade de alteração, muitos eleitores optam por permanecer no mesmo local de votação por anos. É o caso de Anderson Gomes, de 47 anos, que atualmente mora no bairro Jardim Colorado, mas continua votando em Argolas, onde passou boa parte da vida.
Segundo ele, a decisão tem relação direta com vínculos familiares e amizades.“É para manter o vínculo de amizade que eu tenho. Meu pai e meus dois irmãos moram lá, muitos amigos também continuam morando”, explicou. Além disso, o eleitor conta que nunca mudou o local de votação desde o primeiro título eleitoral.
Para muitos eleitores, o voto vai além de um procedimento administrativo. Ele também carrega dimensões simbólicas e sociais. Quem mantém o mesmo local de votação por anos, a ida às urnas pode revisitar memórias do bairro e reforçar laços.
Mesmo com prazos, aplicativos e procedimentos formais definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral, o ato de votar continua sendo também um ritual de cidadania que envolve memória afetiva e identidade com o lugar onde a história do eleitor começou.










