Os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, organizados pela Al-Qaeda, é uma marca na história do mundo. No dia, há 24 anos, quatro aviões foram sequestrados e usados como armas contra das torres gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque e o Pentágono em Washington. Um quarto avião caiu na Pensilvânia.
Os ataques causaram a morte de quase três mil pessoas e tiveram consequências globais, dando início à “Guerra ao Terror” e mudando significativamente a segurança internacional.
O empresário capixaba e colunista de ES Hoje, Lucas Izoton, estava em Nova Iorque no dia e, coincidentemente, voltou ao país para compromissos profissionais este ano e diz que se recorda com detalhes. “Estava em Nova Iorque com dois estilistas, em uma missão de pesquisa de moda para a próxima coleção da marca Cobra D’Água. Eram 7h da manhã de uma terça-feira de final de verão. Estávamos no café do hotel, exaustos após um voo de cinco horas vindo de Los Angeles. O plano era descer pela Broadway — a famosa via dos nativos que corta Manhattan em diagonal — visitando lojas até o World Trade Center, ponto final do nosso roteiro. Lá, duas torres de 110 andares se erguiam como símbolos da cidade e do progresso americano”, relembra Lucas.

O primeiro avião atingiu as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York às 8H46m e o segundo atingiu a torre sul uma hora depois. “Por volta das 8h50, ainda perto da Rua 34, uma funcionária nos informou que um avião havia atingido uma das torres. Pensei se tratar de um monomotor. Poucos minutos depois, a Casa Branca confirmou: os Estados Unidos estavam sob ataque e o espaço aéreo havia sido fechado”, resgatou Izoton.

“Uma inquietação começou a crescer no olhar das pessoas e iniciou-se uma correria pelas ruas. Corremos juntos. Refugiados em uma loja, assistimos à CNN transmitindo o impacto e o colapso das torres. A essa altura, Manhattan estava isolada. Túneis, pontes e aeroportos foram fechados. As fronteiras com o México e o Canadá também. O mundo, em choque”.
No dia, segundo se recorda o empresário capixaba, o comércio fechou e todo o sinal de celular foi cortado. Lucas Izoton diz que, ao mesmo tempo em que tentava se proteger, sem muitas informações, estava preocupado em dar notícias a sua família.
“Só consegui tranquilizar minha família usando um telefone público. (…)Com lágrimas nos olhos, entrei em uma igreja, rezei pelas vítimas e agradeci por estarmos vivos. Naquele momento, eu não era mais apenas um visitante: era um ser humano pedindo paz”.
No dia 13 de setembro de 2001, dois dias depois dos atentados o colunista de ES Hoje conseguiu sair de Nova Iorque de ônibus rumo a Atlanta, atravessando vários estados. Lucas Izoton que ainda é forte sua lembrança sobre o clima que e instalou por todas as partes e a tentativa de manter a calma. “No aeroporto uma atendente percebeu nossa angústia e nos ajudou com os bilhetes. Tentei recompensá-la, mas ela recusou. Dei-lhe presentes para os filhos, e ela sorriu com os olhos marejados”.
O balanço final do atentado foi de cerca de 3 mil mortos de mais de 70 países, além de 6 mil feridos. A tragédia poderia ter sido ainda maior: estimava-se que 50 mil pessoas trabalhavam no local e outras 200 mil circulavam ali diariamente.
“Desde 2001, retornei várias vezes a Nova Iorque, mas sempre evitei o local do atentado. Fotografias, vídeos e o museu me causavam desconforto. Hoje, 11 de setembro de 2025, estou novamente na cidade e tomei coragem para visitar o memorial, a nova torre — o edifício mais alto dos EUA — e a praça que renasceu onde antes só havia dor”.









