Junho Preto faz alerta sobre o melanoma, tipo de câncer de pele mais agressivo

O Brasil deve registrar cerca de 8.980 novos casos de melanoma por ano, com aproximadamente 1.832 mortes anuais atribuídas à doença. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) aponta que, globalmente, em 2020, foram diagnosticados 325 mil novos casos de melanoma, com 57 mil mortes.

Junho é um mês de diversos alertas para doenças. Uma delas é o Junho Preto, que chama a atenção da população para o câncer de pele, com foco especial no melanoma, a forma mais agressiva e letal da doença. Embora represente menos de 2% dos casos de câncer de pele, o melanoma é responsável pela maioria das mortes relacionadas a essa enfermidade, o que torna essencial a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

De acordo com a oncologista Cintia Givigi, do Hospital Santa Rita, melanoma é um tumor maligno que surge dos melanócitos, células responsáveis pela produção de pigmento na pele. “Pode se desenvolver em qualquer parte do corpo, inclusive em áreas não expostas ao sol. Sua principal causa é a exposição excessiva à radiação ultravioleta (UV), responsável por cerca de 86% dos casos. Outros fatores de risco incluem histórico familiar, pele clara, presença de muitas pintas e queimaduras solares na infância”, explica.

E uma forma de identificar a doença, é observando a pele e possíveis manchas é a Regra do ABCDE. Essa regra orienta sobre características que merecem atenção. Segundo a oncologista, a prevenção do melanoma passa pelo uso diário de protetor solar, roupas adequadas, evitar exposição solar intensa, especialmente entre 10h e 16h, e a realização de autoexames regulares da pele, observando a regra do ABCDE.

A médica alerta que, caso a pinta apresente duas ou mais dessas características, é fundamental procurar um dermatologista para avaliação. “O diagnóstico definitivo do melanoma é feito por biópsia. O tratamento inicial consiste na remoção cirúrgica ampla da lesão. Em casos avançados, são indicadas terapias sistêmicas, incluindo imunoterapia”, destaca Givigi.

O Junho Preto reforça a importância desses cuidados para diminuir a incidência e a mortalidade do melanoma. E diz que existe uma espécie de ‘be-a-bá’ para ajudar a população a ficar em alerta:

  • A de assimetria: quando metade da pinta não corresponde à outra, diferente das pintas comuns, que são simétricas;
  • B de bordas irregulares: são as bordas dentadas, chanfradas ou com sulcos, ao contrário das bordas lisas das pintas benignas;
  • C de cor variada: presença de múltiplas cores, como diferentes tons de marrom, preto, vermelho, azul e branco;
  • D de diâmetro: apresentam lesões maiores que 6 milímetros são preocupantes, embora melanomas menores possam ser detectados com dermatoscópio;
  • E de Evolução: para as alterações no tamanho, forma, cor ou surgimento de sintomas como coceira e sangramento.

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