Investigação de treinamento de agentes penitenciários continua em análise no MPES

Leone Oliveira – leone@eshoje.com.br

Continua em análise no Ministério Público Estadual (MPES) o procedimento aberto, na última semana, para colher informações sobre a atuação dos instrutores da Escola Penitenciária do Espírito Santo (Epen) em relação ao curso preparatório oferecido aos inspetores penitenciários. As investigações são conduzidas pelo Grupo Especial de Trabalho em Execução Penal (Getep) do órgão.
No início do mês, servidores divulgaram um vídeo em que, aproximadamente, 15 alunos da Epen são colocados em um camburão e expostos ao gás lacrimogêneo. O vídeo foi gravado na época em que os servidores – hoje efetivados – ainda estavam na escola de formação de agentes penitenciários. As imagens foram encaminhadas ao MPES junto com a denúncia dos agentes.
O secretário estadual de Justiça, Eugênio Coutinho Ricas, informou que a Sejus também instaurou sindicância para apurar se houve excessos, porém disse que esse tipo de treinamento é normal.
“É o que se tem feito há muitos anos em cursos de força de segurança, porque o agente tem que passar pelo contato primeiro e secundário com o gás, tem que passar por situações reais onde a vida está em jogo. Passei por isso na Polícia Federal quando eu e mais 20 pessoas estávamos presos em uma lona fechada onde só cabiam dez e ficamos seis minutos. Portanto, isso é comum e não vejo nenhum erro neste treinamento”, declarou na oportunidade.
Já o Sindicato dos Agentes do Sistema Penitenciário do Espírito Santo (Sindaspes) avalia que o método de treinamento aplicado pela Sejus é ultrapassado.

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