“Primeiro agrediram os servidores da Assembleia e depois os próprios policiais”. Foi assim que o comandante-geral da PMES, coronel Edmilson Santos explicou a ação da Polícia Militar na segunda-feira (15) na Assembleia Legislativa. Na ação o efetivo, que contou com membros da Rotam e do Batalhão de Missões Especiais (BME), usou balas de borracha, spray de pimenta e bombas de efeito moral.
A sessão desta segunda-feira votou e arquivou o projeto de lei que colocaria fim a cobrança do pedágio na Terceira Ponte. Os manifestantes se revoltaram com o impedimento do acesso da população à Assembleia para acompanharem a sessão.
Segundo o coronel, a atuação militar foi solicitada pelos deputados estaduais. E que foi da PM a orientação de restrições para acesso ao prédio do Legislativo estadual. “Tivemos uma reunião para atender a solicitação da Assembleia para garantir uma votação segura para os deputados, evitar uma nova ocupação. O que necessitava para esta segurança era o acesso restrito, guarda-volumes, restrição de espaço e revista dos que entraram. Orientamos que seria interessante fazer esse controle”, afirmou.
O militar também garante que o primeiro tumulto começou por parte dos manifestantes no momento em que houve interrupção na liberação de entrada, para que ser realizasse uma contagem de pessoas. “Teve um momento de interrupção para contar quantos estavam lá dentro, mas não houve a aceitação dos manifestantes, que ainda exigiram a saída da PM. Eles tentaram quebrar vidros das portas, jogaram pedras e pedaços de pau. Agimos para dispersar as pessoas”, garantiu coronel Edmilson.
Uma cena que tem sido bastante comentada e criticada, sobretudo nas redes sociais, foi o de um militar jogando spray de pimenta em uma manifestante que filmava a ação da Polícia Militar. Santos disse que ela será analisada pela corregedoria da PMES. “essa situação não é algo que a Polícia Militar admite. Essas imagens devem ser encaminhadas à Corregedoria para apurar o comportamento do policial”, explicou.
De acordo com a Assessoria de comunicação da Assembleia Legislativa, apenas pessoas que não queriam se identificar eram proibidas de entrar para acompanhar a sessão.









