Ex-PM que matou músico em Jardim Camburi vai a júri

O ex-policial militar Lucas Torrezani de Oliveria, de 29 anos, vai a júri popular pela morte do músico Guilherme Soares, 37. A decisão é do juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, da 1ª Vara Criminal de Vitória.

Jordan Ribeiro de Oliveira, amigo de Lucas e o responsável por empurrar Guilherme, foi absolvido por falta de provas. A denúncia contra ele será arquivada.

O ex-pm será julgado por homicídio, qualificado por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. A defesa dele tentou que ele não responda por motivo fútil, alegando que o crime aconteceu em “legítima defesa”.

Mas o juiz seguiu o entendimento do Ministério Público (MPES): “Vislumbra-se que o crime foi praticado por motivo fútil, na medida em que os denunciados não concordaram com a abordagem da vítima solicitando o fim da “festinha” deles, e de forma banal ceifaram sua vida. O crime ainda foi praticado mediante recurso que dificultou a defesa da vitima, uma vez que a mesma estava desarmada, e foi empurrada, deixando-a vulnerável, impossibilitando qualquer chance de defesa, bem como os denunciados estavam em superioridade numérica”.

Desta forma, o juiz entendeu “que existe coerência nas alegações do Ministério Público lançadas tanto na denúncia quanto em suas alegações finais quanto à presença das qualificadoras supracitadas. Sendo assim, a análise das qualificadoras deve ser feita pelo Conselho de Sentença, em momento oportuno”. A defesa de Lucas ainda tentou que ele respondesse em liberdade, também sem sucesso.

O caso

O crime aconteceu no dia 17 de abril de 2023, no condomínio onde Lucas e Guilherme moravam. O ex-pm matou o músico com um tiro durante uma discussão por som alto no hall de entrada.

Conforme a denúncia, há cerca de 4 meses Lucas tinha problemas com os moradores do condomínio pois ficava após às 22h bebendo, fumando e rindo com amigos no hall. Guilherme morava no térreo, já tinha pedido ao ex-pm que parasse, sem sucesso, e registrou reclamações formais no livro de ocorrências do prédio.

No dia do crime, por volta das 3h, Guilherme, mais uma vez incomodado com o som alto e barulho, pediu que Lucas parasse e ouviu: “eu sou PM, o que você vai fazer?”. Nesse momento, o músico foi empurrado por Jordan e caiu. Foi quando o ex-pm atirou e o matou.

Lucas foi preso e indiciado após conclusão do inquérito em abril de 2023. Ele segue no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar (QCG). O então PM foi demitido em setembro deste ano.

Defesa

Em nota, a defesa de Lucas Torrezani informa que não concorda com os termos da decisão de pronúncia proferida. “Lutaremos incansavelmente para que ele tenha um julgamento justo, baseado nos fatos e não em preconceitos ou interpretações equivocadas. Acreditamos na justiça e tomaremos as medidas legais cabíveis, apresentando recurso para que a verdade dos fatos prevaleça”.

 

 

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Comentários
  1. Como assim? Jordan Ribeiro de Oliveira, não esta preso tbém?? pois ele é um assassino cretino que empurrou, e ajudou a matar o cara, JUSTIÇA RIDICULA BANDO DE VERME IMUNDO VÃO TUDO PAGAR COM A JUSTIÇA DIVINA SEUS LIXOS IMUNDOS JUIZES DESSES ESTADO PUTRIDO BANDO DE VERME INJUSTO RATOS MISERAVEIS.

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