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Vitória: os campeões de votos por bairros na disputa para vereador

A disputa para a Câmara de Vereadores de Vitória traz nos bastidores um detalhe escondido: a performance dos candidatos. Quem foram os mais votados por bairros? Isso é sinônimo de ser eleito?

Com base nas informações compartilhadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ES Hoje em Dados apresenta os 29 candidatos que mais tiveram sufrágios nos 47 colégios eleitorais da Capital.

 

Dos 29 candidatos que obtiveram a preferência nos bairros, 13 deles foram eleitos ou reeleitos. São eles: Anderson Goggi (Progressistas), André Brandino (Podemos), Aylton Dadalto (Republicanos), Baiano do Salão (Podemos), Bruno Malias (PSB), Camillo Neves (Progressistas), Darcio Bracarense (PL), João Flávio (MDB), Karla Coser (PT), Leonardo Monjardim (Novo), Luiz Paulo Amorim (PV), Mara Maroca (Progressistas) e Professor Jocelino (PT).

Outros 13 ficaram como suplentes: Barata (PRD), Charles Rocha (Podemos), Chico Hosken (Podemos), Duda Brasil (PRD), Esmalei Elizandro (Novo), Gilsinho Passarinho (Progressistas), Ivenilton Junior Pezão (PSB), Luisinho (MDB), Mazinho Galvão (Podemos), Neuzinha de Oliveira (PRD), Pablo Alves (PSB), Raniery Ferreira (PT) e Sebastião Luiz (Podemos). E mais três não foram eleitos: Carlinhos Coan (DC), Hélida Regina (DC) e Luciano Bravin (DC).

O mapa de calor dos eleitos revela quais são as principais áreas de cada um. Aylton Dadalto, por exemplo, tem forte conexão com Praia do Canto e região; Anderson Goggi tem sua base em Maruípe; Professor Jocelino demonstra identidade com o Centro, enquanto Camillo Neves, com Jucutuquara e afins, e Bruno Malias, como esperado, com Jardim Camburi.

Ainda falando sobre os eleitos, os centros onde Karla Coser foi mais votada (Enseada do Suá, Jardim da Penha e Mata da Praia) apontam para que a parlamentar seja dona de sufrágios mais críticos, com maior ponderação, o que pode, por exemplo, fazer com que ela busque voos superlativos em 2026, a partir de públicos semelhantes nas demais cidades do Estado.

Quanto a candidatos que ficaram como suplentes ou não eleitos, o resultado da votação deles deverá ser observado por seus aliados, sejam eles de situação ou de oposição. Duda Brasil, por exemplo, obteve a liderança em três bairros, assim sendo, há possibilidade de o vereador não reeleito, pelo seu capital, ser aproveitado na gestão do ano que vem do prefeito reeleito Lorenzo Pazolini (Republicanos).

O que esta eleição demonstra é que além de obter boa quantidade de votos numa localidade, é preciso ter destaque nas demais áreas e equilíbrio nas zonas eleitorais.

Para fins de reflexão, vamos apresentar os primeiros 21 candidatos mais bem colocados da Zona 1 (que pega boa parte da área continental até a Grande Maruípe) e da Zona 52 (de Bento Ferreira até Jardim Camburi). O número de 21 foi escolhido em função das cadeiras disponíveis na Câmara em 2025.

 

 

Karla Coser foi a campeã de votos na Zona 52, onde estão os maiores colégios eleitorais da Capital, mas ficou em sexto lugar na Zona 1. Esse equilíbrio de bons resultados a possibilitou ser a mais votada com larga diferença dos demais.

O estouro de votos de Aylton Dadalto na Zona 52, fora aqueles consolidados na Zona 1, foi um dos motivos para que o republicano obtivesse sua eleição.

Há situações curiosas também. Vinícius Simões (PSB), que ficou em 21º lugar na Zona 1, e em 20º, na Zona 52, foi o 1º suplente do partido dele. A diferença é que o bom resultado de Pedro Trés (PSB), na Zona 52, foi suficiente para que, mesmo com o equilíbrio do suplente, o vereador desta legislatura não fosse reeleito.

A lição que fica é: ou há equilíbrio de muitos votos nas duas zonas ou é preciso se destacar muito em uma e ter um desempenho razoável em outra. Trata-se de uma matemática muito difícil, considerando que o eleitor não é nada exato.

ES Hoje em Dados
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