O soldador Roman Ebimene, de 35 anos, um dos nigerianos resgatados em um navio no Porto de Vitória, afirma que “viu o navio e decidiu entrar”, e assim, passou 14 dias no mar. As informações são do Estadão.
O objetivo dele e de mais três homens, também nigerianos, era chegar a Europa, mas eles acabaram parando no Brasil. Todos fugiram da violência imposta pelo grupo terrorista Bojo Haram na Nigéria.
Em entrevista ao Fantástico, Ebimene afirmou que tem três irmãos, mas não pai (a mãe é viúva). “Eles dependem de mim. Sou o filho mais velho e não tenho emprego no país. Orava a Deus e pedia uma oportunidade de viajar. Vi o navio e decidi entrar, tudo para dar um futuro melhor para a minha família e para mim”.
A seguradora do navio pagará a viagem de volta a Nigéria de dois dos resgatados. Roman Ebimene e o outro migrante pediram refúgio no Brasil e devem ser acolhidos em um abrigo em São Paulo.
Relembre
Os quatro nigerianos foram resgatados pela Polícia Federal (PF) no dia 10 de julho, na área do Porto de Vitória, em navio com bandeira da Libéria.
Segundo a PF, o navio saiu de Lagos, segundo maior cidade africana, no dia 27 de julho. “Os policiais federais do Núcleo de Polícia Marítima da PF – NEPOM foram ao local e confirmaram a presença de quatro clandestinos escondidos na casa de leme do navio, e todos foram resgatados pelo grupamento marítimo da PF em razão de suas condições precárias de saúde, e por motivos humanitários foi autorizado o desembarque condicional”.
Num primeiro momento, a PF informou que os nigerianos ficariam sob custódia e responsabilidade da Agência Marítima até que retornassem ao país de origem, compulsoriamente.










