hipertensãoNa próxima quinta-feira, 26 de abril, é Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, um problema que afeta cerca de 30% dos brasileiros, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão.

E esse índice pode ser muito maior na população com mais de 60 anos de idade. Mulheres e negros estão mais propensos a ter o problema. A cardiologista Viviane Coutinho, da Clínica GlobalMed Vitória, explicou que, até os 60 anos, as mulheres apresentam menos efeitos da pressão arterial do que os homens. Isso acontece porque o estrogênio (hormônio feminino) tem um efeito protetor sobre o coração.

“A partir dos 60 anos, quando as mulheres começam a entrar na menopausa, a taxa desse hormônio cai. Com isso, perdem os efeitos protetores do estrogênio e passam a ter aumento na incidência de casos nessa faixa etária, quando comparada aos homens”, informou.

Quanto aos negros, o motivo ainda é incerto. “Pesquisadores da Hipertensão Arterial em todo o mundo observaram que negros apresentam níveis de pressão arterial mais altos e têm maior dificuldade para controlá-los”, ponderou a cardiologista.

A hipertensão arterial é uma decorrência do aumento da pressão no interior das artérias de todo o corpo, o que leva a uma sobrecarga do funcionamento de todos os órgãos, sendo os mais acometidos o coração, o cérebro e os rins, segundo a médica.

“Imagine uma rede de tubos de abastecimento de água, que opera numa determinada pressão. Quando ocorre aumento nessa pressão, haverá prejuízo no fornecimento de água, bem como danos severos nos pontos mais sensíveis e delicados dessa rede”, exemplificou a especialista.

É mais comum a doença aparecer após os 40 anos, mas mudanças no estilo de vida, como aumento do sedentarismo, alimentação pouco saudável e alto consumo de alimentos salgados, podem desencadear o problema mais cedo.

“A hipertensão tem surgido mais precocemente nos últimos anos. O contrário também ocorre: nas populações predispostas à doença e que optaram por um estilo de vida mais saudável, a hipertensão surge mais tardiamente”, afirmou a cardiologista Viviane Coutinho.

Se não for tratada adequadamente, hipertensão pode ocasionar sérias complicações à saúde, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doenças renais, obstrução das carótidas (artérias do pescoço), dentre outras.

Portanto, a prevenção da hipertensão também evita muitas outras doenças. A recomendação é adotar hábitos saudáveis, como dieta equilibrada, baixo consumo de sal, consumo de frutas e legumes e atividade física regular.

“Como é uma doença que sofre influência de fatores genéticos e é muito prevalente na população mundial, é possível que um indivíduo receba o diagnóstico de hipertensão mesmo adotando hábitos de vida saudáveis. Mas é imprescindível cuidar do próprio corpo, sem preocupação excessiva com as doenças que podem nos acometer”, alertou a cardiologista.

O tratamento se dá por meio de medicação oral que o médico prescreve considerando as particularidades de cada paciente.

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