Mais do que uma tradição religiosa, a Festa da Penha de 2026 se firmou como um verdadeiro motor do turismo no Espírito Santo. Dados da Secretaria de Estado do Turismo (Setur) mostram que 82,5% dos visitantes viajaram exclusivamente para participar do evento, enquanto 46,4% estiveram na festa pela primeira vez — um indicativo claro de renovação e expansão do público.
O levantamento também revela impacto direto no fluxo turístico: 23,3% dos participantes visitaram a cidade pela primeira vez, reforçando o papel da festa como porta de entrada para novos visitantes. Ao mesmo tempo, o evento mantém forte identidade local, com 80,3% do público formado por capixabas, vindos de diferentes regiões do estado.
A fé segue como principal motivação. Mais da metade dos entrevistados (51,9%) apontou a devoção como razão central da viagem, o que ajuda a explicar outro dado marcante: o predomínio das excursões organizadas, utilizadas por 60,2% dos visitantes — característica típica das romarias.
O perfil do público é majoritariamente feminino (68,9%) e mais maduro, com destaque para a faixa entre 45 e 59 anos. Na hospedagem, há divisão equilibrada entre quem fica em casas de parentes ou amigos (35,6%) e quem opta por hotéis e pousadas (35,5%), enquanto uma parcela menor recorre a aluguel por temporada.
Além de mobilizar multidões, a festa também gera impacto econômico. Entre os turistas que pernoitam, a permanência média é de 5,5 dias, com gasto diário de R$ 136. No geral, o gasto médio ficou em R$ 124,40 por dia.
A avaliação do evento é alta em diferentes aspectos, como programação, segurança e limpeza urbana, o que contribui para um índice quase unânime de recomendação entre os participantes.
Na comparação com 2025, os dados indicam mudanças importantes: aumento do público capixaba, mais pessoas viajando exclusivamente para o evento e fortalecimento do caráter religioso da celebração. Ao mesmo tempo, a redução no gasto médio aponta para um perfil mais econômico, puxado principalmente pelos excursionistas.
Com mais de quatro séculos de história, a Festa da Penha segue crescendo não apenas como manifestação de fé, mas como um dos principais impulsionadores do turismo no Espírito Santo — capaz de atrair novos públicos sem perder suas raízes.
Mais de 1,4 milhão de interações no Instagram: Romaria vira fenômeno digital
A Festa da Penha gerou mais de 1,4 milhão de interações no Instagram em 2026. No recorte geral do evento, foram identificadas 483 publicações, realizadas por 332 contas. Já o conjunto de publicações associadas ao tema “Romaria” registrou 347 publicações, feitas por 246 perfis, com aproximadamente 1,3 milhão de interações, indicando maior concentração em comparação ao recorte geral da festa. Os dados são do levantamento realizado pelo Observatório do Turismo do Espírito Santo, no âmbito do projeto Conecta Turismo, da Secretaria de Estado do Turismo (Setur).
O monitoramento também identificou que o termo “Penha” apresentou maior amplitude de circulação no período analisado. Foram 662 publicações, realizadas por 483 contas, que somaram cerca de 1,6 milhão de interações, superando o volume registrado no recorte específico da Festa da Penha.
A análise semântica das publicações indica que a conversa digital sobre a Festa da Penha se organiza a partir de diferentes dimensões, combinando religiosidade, identidade cultural e pertencimento territorial. Termos como “penha”, “festa”, “romaria”, “convento”, “fiéis” e “cultura” estiveram entre os mais recorrentes nas menções ao evento. No conteúdo relacionado ao tema romaria, destacam-se palavras como “homens”, “devoção” e “prainha”, associadas ao contexto religioso e ao percurso.
A presença constante de referências geográficas como “Vitória” e “Vila Velha” indica o evento como marcador de identidade regional.
Entre as hashtags mais utilizadas, destacam-se #festadapenha, #romariadoshomens, #conventodapenha e #nossasenhoradapenha, além de marcações associadas ao Espírito Santo e aos municípios envolvidos.









