Uma mulher grávida foi mantida em cárcere privado pelo companheiro, um homem de 27 anos, e agredida com um golpe de machado. Ela foi socorrida após populares ouvirem os gritos de socorro e pedirem ajuda a uma viatura da Guarda Municipal que passava pela região. O caso foi registrado na segunda-feira (28), em Alto Lage, Cariacica.
Segundo a Guarda Municipal de Cariacica, a equipe tomou conhecimento da ocorrência enquanto realizava patrulhamento. Na ocasião, os agentes foram abordados por um morador, que informou sobre uma agressão contra uma mulher.
Machadada e marcas de sangue
No endereço, os guardas encontraram uma motocicleta danificada, um machado e manchas de sangue. O imóvel estava com o portão aberto e, durante a ação, a equipe também ouviu pedidos de socorro vindos de uma residência.
Diante da situação, os agentes entraram no imóvel e encontraram a mulher e o marido. O suspeito recebeu voz de prisão em flagrante e foi detido pela equipe da Guarda Municipal.
Segundo o relato da vítima, ela foi enforcada, puxada pelo braço, sofreu um impacto na cabeça e foi agredida com um machado. A mulher também informou à equipe da Patrulha da Mulher que estava sendo mantida em cárcere privado e que já havia sofrido outras agressões praticadas pelo marido.
Criança presenciou violência
Ainda de acordo com a Guarda, a ocorrência também envolveu crianças. Uma delas, menor de seis anos, teria presenciado a violência. O suspeito apresentou aos agentes uma versão diferente sobre o ocorrido.
A vítima foi encaminhada ao Hospital São Lucas para receber atendimento médico. O suspeito foi conduzido à 4ª Delegacia Regional.
‘Mulheres não estão sozinhas’
A chefe da Patrulha da Mulher de Cariacica, Maria Beatriz, destacou a importância de denunciar situações de violência doméstica e de fortalecer a rede de proteção às vítimas.
“É fundamental que as mulheres saibam que não estão sozinhas e que podem contar com a rede de proteção. A denúncia é um passo importante para interromper o ciclo da violência. Nossa atuação busca garantir o acolhimento das vítimas e o encaminhamento necessário para que tenham acesso à proteção e aos seus direitos”, afirmou.










