Um professor de 42 anos foi preso nesta quinta-feira (20), em Cariacica, suspeito de armazenar centenas de arquivos de abuso e exploração sexual infantil. De acordo com a Polícia Civil (PCES), ele trabalhava como coordenador em uma escola de Cariacica e também dava aulas em uma escola municipal de Vila Velha para estudantes de 6 a 16 anos. Durante a investigação, os policiais encontraram ainda, no celular do suspeito, imagens privadas da filha de uma colega de trabalho.
A prisão aconteceu após um alerta de uma organização dos Estados Unidos, em abril deste ano, indicar que um morador de Cariacica estaria consumindo conteúdo de abuso e exploração sexual infantil. O relatório analisado pelos investigadores apontou que alguns dos vídeos também poderiam ter sido produzidos pelo suspeito.
A Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), ligada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), iniciou as apurações e chegou até o professor. Durante uma verificação no celular dele, os investigadores encontraram centenas de imagens e arquivos de conteúdo de abuso e exploração sexual infantil.
Na casa do suspeito, os policiais também encontraram dezenas de materiais relacionados a esse tipo de crime. Ele acabou preso em flagrante e foi levado para o presídio.

Imagens da filha de colega de trabalho
Segundo a investigação, dois vídeos encontrados no celular do homem chamaram a atenção dos policiais. As imagens, de acordo com a polícia, eram da filha bebê de uma colega de trabalho do suspeito.
A mulher havia deixado um computador com o professor para que ele fizesse uma formatação. Ao analisar os arquivos do equipamento, ele teria encontrado vídeos íntimos da criança que haviam sido gravados pela própria mãe para serem enviados a uma médica.
A intenção da mulher, segundo a investigação, era mostrar as imagens à médica para que ela pudesse avaliar uma possível enfermidade na região íntima da bebê. O suspeito, tendo acesso ao conteúdo, teria copiado os arquivos e transferido o conteúdo para o próprio celular.
Suspeito alegou que recebeu imagens por engano
Durante as conversas com os policiais, o homem afirmou que comprava pacotes de fotos íntimas em uma plataforma e que, no meio desse material, acabavam aparecendo imagens de crianças e adolescentes.
A justificativa, porém, não convenceu os investigadores. Segundo a Polícia Civil, esse tipo de alegação é recorrente em investigações envolvendo armazenamento de material de abuso sexual infantil.
O homem é casado e tem dois filhos. De acordo com a a polícia, a esposa ficou chocada ao descobrir a situação. Até o momento, não há indícios de que os filhos do casal tenham sido vítimas de abuso.
Como os crimes investigados envolvem material de abuso sexual infantil e são considerados hediondos, não há possibilidade de pagamento de fiança na fase policial. A legislação também prevê penas mais altas para esse tipo de crime, que podem chegar a seis anos de reclusão, conforme o crime pelo qual o investigado for responsabilizado.
O suspeito foi autuado e encaminhado ao presídio. As investigações continuam para esclarecer a origem de todo o material encontrado e verificar se existem outras vítimas ou envolvidos.
A Polícia Civil informou que ainda vai notificar as escolas onde o suspeito trabalhava para que sejam tomadas as providências necessárias. Os nomes das instituições, bem como o nome dele, não foram informados pela polícia.










