Apontado pela Polícia Militar como o atual líder do Primeiro Comando de Vitória (PCV), Bruno Trindade da Silva, conhecido como “MM”, foi preso na noite de sexta-feira (28), no Complexo da Penha, em Vitória. Ele estava foragido havia 14 anos e tinha um mandado de prisão em aberto por tráfico de drogas.
Segundo o capitão Secchin, Bruno ocupava o posto mais alto da organização criminosa na Capital entre os integrantes que estavam em liberdade. Ele teria assumido a posição anteriormente ocupada por Fernando Moraes Pereira Pimenta, conhecido como Marujo.
“Ele ocupava a primeira posição, o cargo mais alto do PCV em Vitória. Ele gerenciava a operação do tráfico, dentro do PCV. Ele era o líder, era importantíssimo. Tiramos um indivíduo perigoso das ruas, um cidadão que amedronta as pessoas”, afirmou o capitão.
Informações levaram à prisão
De acordo com Secchin, Bruno morava no Rio de Janeiro e viajava entre o Estado fluminense e o Espírito Santo. A Polícia Militar chegou até ele depois de receber informações de que o homem estava em Vitória. Os policiais foram à casa da mãe de Bruno, onde ele se entregou sem violência.
“Por ser liderança considerável, ele morava no Rio de Janeiro. Tivemos informações de que estava em Vitória e fomos até a casa da mãe dele. Ela nos recebeu e ele sabia que estávamos à procura, por isso se entregou sem violência”, detalhou o capitão.
PM atribui ataques a ônibus
Bruno também é apontado pela Polícia Militar como um dos responsáveis pelos ataques a ônibus registrados na Grande Vitória em 26 de agosto de 2025. Os incêndios ocorreram depois da morte de David Pereira de Jesus, de 21 anos, no Bairro da Penha, em Vitória. Além dos coletivos incendiados, um carro de reportagem foi vandalizado durante a cobertura do caso.
Segundo Secchin, o ataque teria sido organizado por Bruno e pelo pai de David. “O pai do David procurou o Bruno e os dois organizaram um ataque de queima de ônibus, e a Grande Vitória viveu um dia de caos e terror. Ele foi o responsável por arquitetar e liderar os ataques”, declarou.
Defesa contesta condenação
A defesa de Bruno, representada pelo advogado Igor Giacomin, informou que ele cumprirá a condenação. O advogado, porém, afirmou que existe uma discussão no Tribunal de Justiça para tentar reverter a decisão. Segundo Igor, Bruno foi condenado ao regime semiaberto, mas a defesa questiona o regime aplicado e a ausência, na época, de uma causa de diminuição da pena.
“Viemos a esclarecer que ele não tem outra condenação ou mandado de prisão; foi preso em casa com a família. Ele não tem mais envolvimento com o crime. Ele já teve no passado e respondeu ao processo”, afirmou o advogado.










