Espírito Santo tem nove mortes confirmadas por febre maculosa em 2026

A causa da morte da jovem Alana Grassi, de 28 anos, moradora de Iconha, foi confirmada como febre maculosa. Inicialmente, o caso era investigado como suspeita de dengue hemorrágica, mas exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen-ES) identificaram a bactéria Rickettsia rickettsii, responsável pela forma mais grave da doença. Com isto, o estado chega a nove mortes pela doença.

O diagnóstico foi feito por meio do exame de PCR, utilizado para detectar com precisão o agente causador da infecção.

Espírito Santo tem nove mortes confirmadas por febre maculosa em 2026
Entre os principais sinais estão febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar, náuseas e vômitos. Entre o segundo e o sexto dia da doença, podem surgir manchas avermelhadas na pele, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés.

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Segundo informações divulgadas, Alana apresentou uma rápida piora logo nos primeiros dias após o início dos sintomas. Ela recebeu atendimento duas vezes em Iconha, chegou a ser internada e foi transferida para a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim, mas não resistiu e morreu na última sexta-feira (10).

A morte da jovem gerou grande comoção nas redes sociais. Amigos e familiares prestaram homenagens e lamentaram a perda de Alana, que completaria 29 anos ainda neste mês.

Espírito Santo tem nove mortes confirmadas por febre maculosa em 2026
A febre maculosa é uma infecção transmitida pela picada do carrapato-estrela contaminado com a bactéria

Espírito Santo já registra 15 casos em 2026

Com a confirmação do caso, o Espírito Santo contabiliza 15 casos confirmados da doença, sendo que nove pessoas morreram.

A febre maculosa é uma infecção transmitida pela picada do carrapato-estrela contaminado com a bactéria. No início, os sintomas podem ser parecidos com os de outras doenças, como dengue e gripe, o que pode dificultar o diagnóstico.

Entre os principais sinais estão febre alta, dor de cabeça, dores no corpo, mal-estar, náuseas e vômitos. Entre o segundo e o sexto dia da doença, podem surgir manchas avermelhadas na pele, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés.

Como a doença pode evoluir rapidamente para quadros graves, a orientação é procurar atendimento médico logo nos primeiros sintomas e informar se houve contato recente com carrapatos ou passagem por áreas de mata, rios ou locais com vegetação.

Como retirar o carrapato com segurança

Caso encontre um carrapato preso ao corpo, a recomendação é retirá-lo com uma pinça, puxando-o com cuidado e sem apertá-lo ou esmagá-lo. Em seguida, a região deve ser lavada com água e sabão ou álcool.

Especialistas alertam que retirar o carrapato o mais rápido possível reduz o risco de transmissão da bactéria. Também é indicado colocar as roupas usadas em áreas de mata em água fervente para eliminar possíveis carrapatos que tenham ficado presos ao tecido.

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