Cirurgia plástica exige qualificação médica e critérios além das redes sociais

A repercussão recente de casos envolvendo procedimentos estéticos realizados de forma irregular reacendeu o debate sobre segurança e qualificação profissional na área da cirurgia plástica. Com 40 anos de experiência, o cirurgião plástico Ariosto Santos alerta que pacientes devem priorizar formação médica, especialização reconhecida e histórico ético do profissional antes de realizar qualquer intervenção estética.

Segundo o médico, o crescimento das redes sociais ampliou a divulgação de conteúdos ligados à estética, mas também favoreceu estratégias de marketing que podem induzir pacientes a decisões precipitadas.

“O número de seguidores, vídeos de antes e depois e promessas de resultados rápidos não são parâmetros seguros para a escolha de um profissional”, afirma.

Ariosto destaca que procedimentos feitos sem critérios técnicos adequados podem gerar consequências graves e permanentes, tanto físicas quanto emocionais. De acordo com ele, é cada vez mais comum receber pacientes em busca de cirurgias reparadoras após intervenções malsucedidas.

O especialista orienta que pacientes sempre verifiquem se o profissional possui formação médica, especialização reconhecida em cirurgia plástica e experiência comprovada. Também recomenda cautela diante de promessas milagrosas e ofertas muito abaixo do mercado.

Para o cirurgião, a segurança deve estar acima de qualquer resultado estético. “A decisão de transformar o corpo precisa estar amparada por conhecimento técnico e por uma relação de confiança construída com transparência”, conclui.

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